Fifa avalia aumentar repasses para federações a partir de 2027
Uefa e Concacaf propõem mínimo de 10 milhões de dólares para cada uma das 211 associações, e Conselho da entidade analisará medida em outubro
A Fifa estuda ampliar os repasses às 211 federações filiadas entre 2027 e 2030, após proposta da Uefa e da Concacaf para destinar ao menos US$ 10 milhões extras a cada entidade. Sob o argumento de que a organização fechará 2026 com reservas bilionárias, o presidente Gianni Infantino encomendou uma análise de viabilidade financeira. O estudo será avaliado pelo Conselho da Fifa em 15 de outubro para definir valores, critérios de distribuição e regras de auditoria.
A Fifa abriu caminho para discutir um aumento nos repasses às associações nacionais a partir de 2027. A decisão veio depois de Uefa e Concacaf apresentarem uma proposta para ampliar o financiamento destinado às 211 federações filiadas à entidade.
A ideia das duas confederações é garantir pelo menos 10 milhões de dólares, aproximadamente R$ 53,3 milhões, para cada associação no ciclo entre 2027 e 2030. O dinheiro seria adicional aos programas de desenvolvimento que já recebem recursos da Fifa.
Dessa maneira, o presidente Gianni Infantino determinou uma análise para verificar se a entidade tem condições financeiras de aumentar os pagamentos. A avaliação será apresentada ao Conselho da Fifa em 15 de outubro, quando os dirigentes poderão discutir os valores e as condições para uma eventual distribuição.
A discussão ocorre após a Fifa abandonar, em julho, o projeto Fifa Forward Enterprise. A iniciativa pretendia criar uma nova fonte de receitas para investimentos no futebol, mas recebeu críticas de algumas confederações, entre elas Uefa e Concacaf.
As entidades argumentam que as reservas da Fifa permitem ampliar os repasses. A estimativa apresentada por elas aponta que a organização pode terminar 2026 com cerca de 6 bilhões de dólares em reservas. Mesmo com uma nova distribuição, a previsão é que a entidade mantenha mais de 1,5 bilhão de dólares no ciclo seguinte.
Por enquanto, a Fifa não definiu quanto poderá pagar. Além do valor, o Conselho terá de estabelecer critérios para a distribuição, regras de prestação de contas e mecanismos de auditoria. Ou seja, a decisão dependerá dos resultados da análise financeira.
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