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Uefa pune Hungria em 100 mil euros por 'comportamento discriminatório' de torcedores na Eurocopa

Sanção aplicada também prevê três jogos com portões fechados. Gritos racistas e homofóbicos foram proferidos pela torcida húngara nos jogos da seleção no torneio

9 jul 2021 17h35
| atualizado às 18h36
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A Uefa anunciou nesta sexta-feira uma punição para a Hungria pelo "comportamento discriminatório de seus torcedores" nos três jogos disputados pela seleção na Eurocopa. Uma multa no valor de 100 mil euros (cerca de R$ 625 mil) foi aplicada à Federação de Futebol Húngara, além de três jogos com portões fechados.

Gritos racistas contra jogadores negros da França foram proferidos da arquibancada onde estavam os 'ultras' húngaros em Budapeste no dia 19 de junho. A Uefa também investigou faixas homofóbicas usadas pelos torcedores durante as outras partidas da fase de grupos, contra Portugal e Alemanha.

Em 20 de junho, o órgão que comanda o futebol europeu nomeou "um inspetor ético e disciplinar" para investigar "potenciais incidentes discriminatórios na Arena Puskas em Budapeste". A investigação foi ampliada após supostos gritos e faixas homofóbicas no duelo Alemanha e Hungria em 23 de junho em Munique.

Na sexta-feira, o órgão de controle, ética e disciplina ordenou a Federação Húngara "que dispute com portões fechados os seus próximos três jogos das competições da Uefa em casa. O terceiro está em suspenso em seu cumprimento, sujeito a um período de teste de dois anos a contar da data da decisão.

Esta sanção não se aplica aos jogos de classificação para a Copa do Mundo de 2022, que são organizados pela Fifa e não pela Uefa, disse a organização sediada em Nyon.

A Federação Húngara também terá que "exibir uma faixa com a expressão #EqualGame, com o logotipo da Uefa na parte superior" nos jogos disputados com portões fechados, afirma o comunicado.

Na fase de grupos da Eurocopa, a Uefa foi criticada por ter vetado as autoridades de Munique, na Alemanha, que iluminassem o estádio Allianz Arena com as cores do arco-íris da comunidade LGBT em protesto contra uma lei húngara considerada homofóbica, por ocasião do jogo Alemanha-Hungria.

A Uefa invocou então uma obrigação de neutralidade política, afirmando que tem um "firme compromisso" na luta contra a homofobia.

Estadão
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