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Uefa nega pedido de apresentação ao vivo da música 'It's coming home' na final da Eurocopa

Cantor reclama; entidade afirma que programação da cerimônia de encerramento já estava definida

10 jul 2021 17h15
| atualizado às 17h15
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Considerada um hino extraoficial da torcida inglesa, a canção 'Three Lions', mais conhecida pelo refrão chiclete 'It's coming home', não poderá ser apresentada ao vivo na final da Eurocopa, neste domingo, entre Inglaterra e Itália em Wembley. A informação foi dada pelo cantor Frank Skinner, coautor da música, durante participação em um talk show.

"A Uefa disse que seria muito partidário e injusto com os italianos fazer isso", afirmou Skinner no programa 'The Last Leg'. "No jogo de abertura, Itália contra Turquia, Andrea Bocelli cantou 'Nessun Dorma' antes do jogo", reclamou o cantor.

A Uefa confirmou a proibição à agência Reuters, afirmando que a programação da cerimônia de encerramento já havia sido finalizada. "Nenhum elemento extra pode ser integrado neste momento devido à agenda muito rígida e as complexidades operacionais antes do pontapé inicial. A música 'Three Lions' é a música da torcida escolhida pela Federação Inglesa e será tocada durante o aquecimento dos jogadores, como aconteceu em jogos anteriores da Inglaterra", explicou a entidade.

A versão original de 'It's Coming Home' foi lançada por Sknnier, David Baddiel e a banda The Lightning Seeds para a Eurocopa de 1996, disputada inteiramente na Inglaterra. A letra cita a principal (e única) conquista da Inglaterra no futebol, a Copa do Mundo de 1966, e diz que o 'o futebol está voltando para casa', lembrando que o esporte teve suas regras definidas no Reino Unido no século XIX.

A música fez sucesso, mas não trouxe sorte: a Inglaterra caiu na semifinal para a Alemanha, que acabou como campeã do torneio. Uma nova versão foi feita para a Copa de 1998, competição na qual a Inglaterra foi eliminada pela Argentina nas oitavas de final. A canção foi resgatada após a boa campanha da Inglaterra na Copa do Mundo da Rússia, em 2018 e voltou a embalar os torcedores na Eurocopa.

Estadão
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