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Federação Italiana pedirá adiamento da Eurocopa 2020

Torneio marcado para junho e julho deste ano seria disputado em doze sedes, espalhadas pelo continente europeu, o novo epicentro do coronavírus

16 mar 2020
01h30
atualizado às 12h55
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A Federação Italiana de Futebol pedirá que a Eurocopa de 2020 seja adiada por causa da pandemia de coronavírus, na esperança de conseguir completar a temporada da primeira divisão do Campeonato Italiano. "Vamos propor à Uefa que o campeonato europeu seja adiado", afirmou Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano) à emissora de televisão SportMediaset, acrescentando que, como o Italiano, outras ligas ao redor da Europa também estão paralisadas.

"Vamos tentar chegar ao fim deste campeonato porque é mais justo e mais correto após tantos investimentos e sacrifícios de nossos clubes." O futebol de elite ao redor da Europa foi interrompido pela disseminação do novo coronavírus, com competições nacionais e continentais de clubes suspensas ou adiadas.

Representantes de clubes e ligas da Europa e jogadores se reunirão com federações nacionais em uma vídeo-conferência de emergência organizada pela Uefa na terça-feira. As discussões incluirão a Euro 2020, que deve ser realizada em 12 países europeus, incluindo a Itália, entre 12 de junho e 12 de julho. Gravina afirmou que espera que a Série A possa terminar até 30 de junho, embora não tenha descartado que ela se estenda por mais um mês ou ano.

Ele também sugeriu que clubes italianos não deveriam treinar por enquanto. "Se a liga for ser retomada no começo de maio, eu deixaria para lá a questão de treinamentos no momento", disse. "Vamos deixar os rapazes em casa, eles precisam recuperar a energia física e mental".

O técnico da seleção italiana, Roberto Mancini, concordou com o pedido e demonstrou confiança na sua equipe. "Poderíamos vencer a Euro neste verão, podemos vencê-la em 2021", disse Mancini à rede de televisão pública Rai Sport. "Vamos esperar para ver o que a Uefa decide, mas vamos nos adaptar a qualquer coisa; agora a prioridade é salvar vidas", acrescentou. "A primeira coisa que precisamos fazer é proteger a saúde das pessoas, temos de esperar pelo pico (de pessoas afetadas), então a situação começará a se acalmar e poderemos começar a conversar e decidir sobre tudo mais tarde", acrescentou Mancini.

Ele acredita que a vida vai se normalizar no segundo semestre na Itália e Europa, de modo geral. "Quando voltarmos à nossa vida normal, ao futebol, seremos mais felizes, encontraremos liberdade novamente, poderemos assistir aos jogos nos estádios novamente, para nos divertir", disse o ex-jogador de 55 anos.

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