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Chelsea e Arsenal avançam e vão decidir o título da Liga Europa

Pela primeira vez na história, quatro equipes do mesmo país estão nas finais dos torneios europeus

9 mai 2019
19h29
atualizado às 19h29
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Após 120 minutos intensos e empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, o Chelsea derrotou o valente Eintracht Frankfurt nos pênaltis, por 4 a 3, e garantiu vaga na final da Liga Europa, nesta quinta-feira, em Londres. O seu rival na decisão, marcada para o dia 29 de maio, em Baku, no Azerbaijão, será o Arsenal, que superou o Valencia por 4 a 2, na Espanha, também nesta quinta, na outra partida de volta destas semifinais.

Com Chelsea e Arsenal na final da Liga Europa, a Inglaterra também comemora um outro feito histórico, pois será a primeira vez que quatro clubes do país estarão nas decisões dos dois principais interclubes da Europa em uma mesma temporada. Na Liga dos Campeões, Liverpool e Tottenham avançaram de maneira heroica à decisão, com vitórias épicas sobre Barcelona e Ajax, respectivamente. Antes disso, o recorde era de três países: Espanha (2014 e 2016), Itália (1990, 1995 e 1998) e Alemanha (1980).

E em apenas uma ocasião a segunda competição de clubes mais importante do Velho Continente foi decidida por dois times ingleses. Isso ocorreu na primeira edição da Copa da Uefa (hoje chamada de Liga Europa), em 1972, quando o Tottenham ficou com o título ao superar o Wolverhampton em uma final definida em duas partidas. Após ganhar o duelo de ida da decisão por 2 a 1, o clube londrino ergueu a taça com um empate por 1 a 1 no confronto de volta.

EMOÇÃO ATÉ O FIM

O jogo desta quinta-feira em Londres foi extremamente disputado. Com grande presença de torcedores alemães em Londres, o Eintracht Frankfurt encarou o Chelsea de igual para igual durante os 120 minutos. A disputa intensa destacou as atuações dos goleiros Arrizabalaga e Trapp.

Logo aos três minutos, o sérvio Jovic subiu mais alto que David Luiz e cabeceou com perigo. O atacante seria um pesadelo para o zagueiro durante todo o tempo. O Chelsea contou mais uma vez com a habilidade de Hazard, que teve o apoio sempre eficaz de Willian. E quem definiu uma das belas jogadas foi o grandalhão Loftus-Cheek, aos 28 minutos de jogo, ao demonstrar tranquilidade para bater colocado.

A desvantagem no placar não intimidou o Eintracht, que conseguiu um empate logo aos três minutos da segunda etapa, com Jovic, após linda tabela com Kostic. A partir daí, qualquer equipe poderia ter feito o segundo gol. Giroud perdeu pelo Chelsea, Gasinovic fez Arrizabalaga a defender de peito, enquanto Zappacosta acertou um belo chute, desviado por Trapp.

O placar de 1 a 1 nos 90 minutos regulamentares foi um retrato do equilíbrio vivido em campo. Os times foram para a prorrogação sob um clima espetacular, com as duas torcidas dando um show nas arquibancadas. O tempo extra começou eletrizante. Higuaín entrou no lugar de Giroud, o artilheiro do time não teve boa atuação. Hazard, com um preparo físico impressionante, buscava organizar todas as jogadas do Chelsea, mas as duas maiores chances surgiram para Eintracht Frankfurt.

Aos dez, Haller, sozinho, bateu de sola e David Luiz salvou em cima da linha de canela. Aos 15, outra vez Haller cabeceou e Zappacosta também tirou de cabeça, com Arrizabala batido. E ainda havia tempo para emoção na segunda parte da prorrogação. Aos cinco minutos, Emerson teve a chance de marcar para o Chelsea, mas Trapp fez grande defesa. No rebote, Hinteregger travou o segundo chute de Emerson. Trapp fez grande defesa em mais um belo chute de Zappacosta. Aos 11, um novo lance incrível. Bola na área do Eintracht, Trapp defende, mas Azpilicueta tromba com o goleiro e a bola entra, mas o juiz anula, ao apontar falta do zagueiro do Chelsea.

A decisão foi para a disputa de pênaltis. E também trouxe emoções. Haller, Jovic, Guzman marcaram para o Eintracht, enquanto as cobranças de Hinteregger e Paciência foram defendidas por Arrizabalaga. Do lado do Chelsea, Barkley, Jorginho, David Luiz e Hazard fizeram os gols, e apenas Azpilicueta perdeu.

OUTRA VITÓRIA

Apesar da vantagem conquistada no primeiro jogo, em Londres, o Arsenal buscou determinar o ritmo de jogo desde o início. Com isso, incrivelmente, propiciou espaços para os contra-ataques do Valencia. Gonçalo Guedes e Rodrigo assustaram Cech. E o primeiro gol saiu aos 11 minutos, com Gameiro, em uma rápido contra-ataque.

Mas o estilo agressivo beneficiou os ingleses, que chegaram ao empate logo aos 16 minutos, com Aubameyang, que demonstrou oportunismo e poder de decisão. Os times se revezaram no ataque e as chances não paravam de surgir. O capitão Parejo bateu falta com perigo para os espanhóis, enquanto Lacazette pegou de primeira e mandou muito perto do gol de Neto.

O começo do segundo tempo foi mais emocionante. Quando Lacazette fez o segundo gol inglês, aos quatro minutos, parecia que a vaga estava garantida, pois os espanhóis teriam de fazer três gols. O primeiro veio meu sem querer, mais uma vez, com Gameiro, aos 12 minutos. A partir daí, o domínio passou para os espanhóis, que não conseguiam furar o bloqueio do rival. Garay mandou uma bomba de fora da área e quase virou o placar.

No ímpeto de tentar marcar, o Valência tomou o terceiro gol, aos 23 minutos. Niles fez grande jogada pela direita e cruzou para Aubameyang bater de primeira: 3 a 2. O Valencia sentiu o golpe, enquanto o Arsenal deixou a bola para o desmotivado adversário. Sem inspiração, o time espanhol pouco produziu, apenas chutes de longa distância, e ajudou os ingleses. Mas ainda dava tempo para mais um gol de Aubameyang, o terceiro dele e o mais bonito. Uma bomba após talentosa tabela dentro da área.

Estadão
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