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Scaloni revela dor por eliminação da Argentina e mantém suspense sobre futuro

5 jul 2019
16h42
atualizado em 7/7/2019 às 23h13
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Fora da decisão da Copa América após derrota para o Brasil por 2 a 0 nas semifinais, a Argentina ainda não conseguiu digerir bem o revés sofrido no Mineirão. Às vésperas da decisão de 3º lugar contra o Chile neste sábado, o técnico Lionel Scaloni admitiu que o grupo não superou o resultado e ficou muito sentido com o que se passou no clássico.

"Aconteceu uma coisa muito curiosa. Depois do jogo, a primeira reação a gente pensou que tiraram alguma coisa da gente. No dia seguinte você vai ficando mais tranquilo. Conosco foi ao contrario. Quanto mais passa o tempo a gente fica com muita dor, tínhamos na mão o jogo", disse o treinador em coletiva realizada neste sábado, após treino da seleção no Pacaembu.

"Tivemos os méritos no campo para chegar na final e aí tem a questão do VAR, o arbitro, os detalhes do jogo. Agora mais frio vejo que algo aconteceu. Mas agora já foi. De alguma forma temos de virar a página, mas nos sentimos prejudicados", seguiu. Os argentinos reclamam de dois pênaltis não assinalados na partida, um na origem da jogada do segundo gol brasileiro.

Apesar das reclamações, Scaloni elogiou a postura de sua equipe ao longo da competição e ressaltou a evolução do time, desde a derrota na estreia para a Colômbia, até o confronto contra a Seleção Brasileira.

"Lógico que não jogar a final ninguém gosta disso. Sabíamos que não éramos favoritos, mas estávamos melhorando o desempenho. A evolução foi nítida. Tivemos uma conversa antes do treino até emotiva, muito boa. Como todo torneio difícil como a copa América, nos começamos não da melhor forma. Em torneios assim poucos times começam da mesma forma que terminam. Acho que estamos terminando com uma boa imagem", afirmou.

Questionado sobre sua permanência na seleção argentina, o jovem treinador fez mistério, afirmando que sabe apenas que irá comandar a equipe até o final de 2019. "Falei com o presidente faz pouco tempo e a principio a gente fica até o final de dezembro. Espero cumprir. Os próximos seis jogos eu fico na seleção e depois a AFA vai decidir. Mas agora isso não é o mais importante", contou.

"Alguns podem achar que fui bem, outros não. O que viemos fazer aqui, nós fizemos. Nos últimos seis jogos do ano vamos fazer com que os jogadores se identifiquem com a camisa da argentina. Fiz um contrato de um ano e depois vejo o que acontece", seguiu o treinador.

Em sua primeira experiência comandando uma equipe principal, após ser assistente técnico de Sampaoli no Sevilla e na seleção e comandar a Argentina sub-20, Scaloni nota sua própria evolução como treinador.

"Que eu não tenho experiência isso é verdade. Isso sempre foi falado, e é verdade. Disto isso, agora eu sou outro treinador. Claro que não sei tudo, mas tive uma oportunidade que poucos tiveram. Comecei no lugar mais alto e tenho certeza que muitos gostariam de passar por isso e estou agradecido. Hoje estou mais capacitado enfrentando jogos e seleções difíceis, mas não sei se isso é suficiente para que deveria me manter", disse.

"Desde minha estreia contra a Guatemala até o jogo contra o Brasil tem muita diferença, com as decisões tomadas. Eu acho que toda essa experiência me fez um novo treinador", finalizou Scaloni. Com 14 jogos a frente da seleção, o técnico soma oito vitórias, dois empates e quatro derrotas, com cerca de 62% aproveitamento.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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