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Copa América de 1921: a mancha do racismo

22 mai 2019 08h07
| atualizado às 08h07
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Depois de um vexame em casa em 1916, a Argentina não queria desperdiçar a nova chance de ser campeã como sede do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde passaria a se chamar Copa América. Brasil, Uruguai e Paraguai também participaram.

Infelizmente, o que ficou marcado não foi o desempenho dos jogadores, mas o exemplo de racismo no futebol e na sociedade que esse campeonato trouxe. Para entender melhor, é preciso voltar um pouco no tempo: em 1916, a Seleção Brasileira fez sua segunda viagem à Argentina e um dos jornais do país retrataram os brasileiros como macacos. A partir desse acontecimento, popularizou-se chamar os brasileiros de "macaquitos".

Para piorar, como o campeonato de 1921 seria na Argentina, os governantes brasileiros se preocupavam com a imagem do País que a Seleção exibiria em campo. Há relatos que até o presidente da República, Epitácio Pessoa, se reuniu com a CBD, atual CBF, para recomendar que apenas jogadores de pele clara fossem convocados. Dessa forma, muitos craques não foram convocados, inclusive Arthur Friedenreich, autor do gol do primeiro título continental do Brasil.

A Seleção não conseguiu superar o ótimo desempenho dos argentinos e ficou com seu primeiro vice-campeonato. Os hermanos terminaram com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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