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Ídolo inglês é absolvido em julgamento de agressão sexual

Tribunal de Teesside, no norte da Inglaterra, considera que fatos não tiveram conotação sexual e inocentou o ex-jogador

17 out 2019
17h05
atualizado às 17h15
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A Justiça britânica absolveu nesta quinta-feira Paul Gascoigne, acusado de agressão sexual por ter beijado uma mulher em um trem sem o seu consentimento. Depois de ter descartado a conotação sexual dos fatos, o tribunal de Teesside (norte da Inglaterra), onde o julgamento ocorre desde segunda-feira, também declarou o ex-jogador, de 52 anos, inocente de agressão.

Ídolo inglês, Paul Gascoigne foi absolvido em julgamento de agressão sexual
Ídolo inglês, Paul Gascoigne foi absolvido em julgamento de agressão sexual
Foto: Lee Smith / Reuters

A mulher que acusou Gascoigne disse que durante uma viagem de trem entre York e Newcastle em agosto de 2018, o ex-jogador, "aparentemente bêbado", segurou o seu rosto antes de beijá-la "na boca".

Na terça-feira, o ex-astro da seleção inglesa disse que apenas deu um pequeno beijo na boca da mulher. Segundo sua versão, dois passageiros pediram a ele no trem para tirar uma foto com a acusadora. Outro passageiro no trem teria gritado que Gascoigne não queria tirar a foto porque ela era "gorda e feia".

No dia seguinte ao incidente, Gascoigne explicou à polícia que deu "um beijo na boca para confortar" a mulher. Antes do júri, sua advogada Michelle Heeley defendeu que o gesto de seu cliente não tinha conotação sexual.

Não é a primeira vez que Paul Gascoigne, de 52 anos, está diante da Justiça britânica. Em 2016, ele foi multado em 1.000 libras (cerca de R$ 5,19 mil) por ter proferido palavras racistas durante uma aparição pública em novembro de 2015.

Gascoigne serviu a seleção da Inglaterra de 1988 a 1996. Disputou apenas a Copa do Mundo de 1990, quando o time inglês terminou na quarta colocação. Convocado pelo técnico Bobby Robson, o meia roubou a cena na semifinal, contra a Alemanha. Chorou compulsivamente em campo ao ser advertido com cartão amarelo pelo árbitro brasileiro José Roberto Wright. Tratava-se do segundo cartão dele no Mundial, o que poderia ter tirado da decisão, caso os ingleses tivessem derrotado os alemães.

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Estadão
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