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Frustrado com CBF, Tite lamenta não ter fechado com Japão

15 set 2014 09h11
| atualizado às 10h44
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Campeão mundial, da Libertadores, da Recopa, brasileiro e paulista pelo Corinthians entre 2011 e 2013, Tite não esconde que se frustrou ao não ser escolhido para comandar a Seleção após a Copa do Mundo deste ano. E lamenta não ter se esforçado por um plano B: a seleção japonesa. O técnico sente que poderia ter sido mais participativo nas negociações com os asiáticos.

Foto: Terra

"A perspectiva era de Seleção Brasileira ou seleção japonesa, e a seleção japonesa era uma possibilidade real de trabalho. Fui prejudicado porque não conversei com o Japão. Fiquei na expectativa, e o mexicano foi lá", disse o treinador, desempregado, durante entrevista à TV Gazeta, neste domingo.

Javier Aguirre foi escolhido para comandar a seleção japonesa e Dunga, que só teve um trabalho frustrante de dez meses no qual só foi campeão gaúcho pelo Inter entre suas duas passagens pela Seleção, está à frente do Brasil. Tite não tinha certeza de que seria chamado pela Confederação Brasileira de Futebol, mas se imaginava como candidato ao lado de nomes como Muricy Ramalho.

"Eu entendia que alguns critérios pudessem ser adotados em função do tempo de trabalho, dos títulos, do trabalho conquistado. Olhava profissionais que ficaram há bastante tempo e tiveram conquistas e via que estava no bolo. Lógico que criei essas expectativas em função dos títulos", admitiu o treinador.

Vendo a Seleção apenas como torcedor, Tite pede paciência com Dunga. "A Copa América e as Eliminatórias serão referências importantes. Agora é o momento de ajustar, não queimar etapas. Só depois vamos ter reais condições de avaliar", opinou.

Desempregado desde o final do ano passado, quando saiu do Corinthians, Tite segue viajando para acompanhar jogos. Esteve no Morumbi para ver a vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro, nesse domingo, e avisou que viajará à Europa nos próximos dias para acompanhar o Real Madrid e conversar com o técnico italiano Carlo Ancelotti. O técnico quer se aperfeiçoar enquanto não encontra um clube.

"Fui assistir à final da Liga dos Campeões, à final da Libertadores, acompanhei o Manchester City jogando, queria ver o Bayern e o Barcelona ao vivo, conversei com o Carlos Bianchi. Então, de alguma forma, estou procurando. Quando tenho oportunidades, entro para dentro de literatura, gosto disso. A atividade profissional requer aperfeiçoamento constante. É o que estou fazendo", comentou.

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