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Flamengo diz que espuma de contêineres não favorecia propagação de chamas

Incêndio no centro de treinamento do clube vitimou dez jovens atletas na madrugada de sexta-feira

10 fev 2019
18h06
atualizado às 18h45
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O Flamengo divulgou nota no fim da tarde deste domingo em que afirma que os contêineres que incendiaram na sexta-feira no CT do clube - e causaram a morte de dez pessoas - não continham material que favorecesse a propagação de chamas. O clube reiterou ainda que a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado - possível foco do início do incêndio - estavam com a manutenção em dia.

O comunicado informa que o clube carioca tem contrato de locação dos alojamentos com a empresa NHJ do Brasil, "que é reconhecida como pioneira e uma das líderes do mercado". Segundo o Flamengo, representantes da NHJ estiveram na Gávea na manhã deste domingo e "esclareceram que o poliuretano utilizado entre as chapas metálicas não é propagador de incêndios, por ter característica auto-extinguível". O poliuretano é uma espécie de espuma.

Ainda segundo a nota, a empresa Colman Refrigeração LTDA realizou serviço de manutenção preventiva nos seis aparelhos de ar-condicionado instalados nos contêineres. O serviço, segundo o clube, foi realizado na terça-feira. No sábado, a informação era de que a manutenção teria ocorrido na quinta-feira, véspera do incêndio.

O clube carioca reiterou também que "independentemente de qualquer investigação, vem prestando todo o amparo às famílias dos atletas". O Flamengo informou que assumiu o compromisso de manter a remuneração paga aos atletas vítimas do incêndio, "sem qualquer prejuízo de outras ações adicionais".

Estadão
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