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Ex-Flu, Alexandre Gama comenta evolução do futebol tailandês

11 fev 2019
08h03
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Com apenas dez anos de existência profissional, a liga de futebol da Tailândia ainda busca seu espaço no cenário internacional. Apesar do curto período, o treinador brasileiro Alexandre Gama, que está no país desde 2014 e coleciona grandes resultados, comentou sobre a evolução do futebol local

"A torcida aqui é apaixonada por futebol. Desde que cheguei o público só cresce e o interesse pela modalidade também. O campeonato tem muitos patrocinadores e é muito acompanhado. A gente vê um crescimento fantástico. Com as contratações, tanto de treinadores quanto de jogadores, o nível do Tailandês subiu muito desde a minha chegada ao país", afirmou o comandante, em entrevista à Gazeta Esportiva.

O técnico explicou o processo que os times tiveram que enfrentar para serem aceitos na disputa do Campeonato Tailandês e a realidade da modalidade no país.

"Quando a Liga, em 2009, virou profissional foram criados alguns protocolos e deram dois anos para os clubes se adequarem. Era necessário ter um estádio com boa capacidade, ter investimento na base, com centro de treinamento e academia para os jovens, como se fosse uma franquia. Praticamente todos os clubes têm seus donos aqui. Em dois anos, todos os clubes seguiram os protocolos e a Liga melhorou muito", ressaltou o bicampeão do Tailandês pelo Buriram United.

Treinador do Fluminense em 2004, Alexandre Gama também falou sobre a infraestrutura que os clubes construíram na Tailândia e comparou com o Brasil.

"Cheguei em 2014, e desde que cheguei vejo um grande crescimento. Poucos clubes no Brasil tem essa estrutura. Hoje vemos muitos times brasileiros atualizando e modernizando o seu Centro de Treinamento, porém já tinha visto isso quando cheguei", comentou o campeão da Chang FA Cup pelo Chiangrai United.

O comandante de 51 anos também criticou a forma com que os treinadores são tratados no Brasil e afirmou que se sente mais reconhecido fora do País.

"Aqui nós somos mais valorizados e mais respeitados, principalmente. Mas isso é pela cultura futebolística daqui. Um contrato aqui é muito difícil de ser quebrado. No Brasil, o treinador já precisa chegar e conseguir resultados, se não já é demitido. Aqui, porém, não funciona dessa forma. Eles acreditam mais no nosso potencial e no que podemos fazer", disse Gama.

Apesar disso, o técnico ainda nutre o sonho de voltar ao seu país de origem. "Eu sou brasileiro, penso em voltar pro Brasil. Acredito que eu poderia fazer coisas bem legais e conseguiria o mesmo sucesso que tenho aqui fora. Estou bem experiente e bem preparado, mas a gente sabe que é difícil. O mercado aí tem a sua sequência. Muito difícil entrar alguém que está muito tempo fora. Tem que ser uma aposta mesmo, alguém que acredite no seu trabalho, que vai bancar isso. Não alimento muita esperança, mas algum dia vai acontecer", concluiu o treinador do sub-23 da Tailândia.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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