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Evra, ex-lateral e ídolo do United, revela ter sofrido abuso sexual na infância: 'Tive vergonha'

Ex-jogador francês contou o episódio em uma entrevista ao jornal britânico The Times. O fato também detalhado em sua autobiografia

22 out 2021 17h01
| atualizado às 17h52
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O ex-lateral-esquerdo Patrice Evra, da seleção francesa e que fez história no Manchester United, revelou em entrevista ao jornal britânico The Times, nesta sexta-feira, que sofreu abuso sexual de um professor quando tinha somente 13 anos. O fato é detalhado em "I Love This Game" (Eu Amo Este Jogo, em tradução livre), autobiografia do ex-jogador de 40 anos.

"Tive vergonha de admitir que fui abusado sexualmente, mas não quero que outras crianças se sintam assim", disse, ao jornal. Atualmente com 40 anos, o ex-defensor revelou que, embora fosse bastante complicado falar sobre o caso em uma entrevista, foi ainda mais desafiador revelar os abusos sexuais para sua mãe, informada dos incidentes apenas há duas semanas em uma viagem para a França.

"Claro, ela ficou arrasada, foi um momento difícil para mim. Ainda tenho que contar a alguns de meus irmãos, irmãs e amigos íntimos", informou. "Não quero que as pessoas sintam pena, é uma situação difícil. Uma mãe não espera ouvir isso de seu próprio filho. Ela percebeu se algo estava errado e me perguntou por que eu não queria dormir na casa do professor. Só agora que eu tenho 40 anos é que eu disse a ela."

Evra revelou que a mãe ficou extremamente furiosa ao saber do ocorrido. "Foi um grande choque para ela, ficou com muita raiva", afirmou. "Ela disse que sentia muito e falou: 'você não deve colocar isso no seu livro, é particular, Patrice', mas é quando eu digo 'mãe, não é sobre mim, é sobre outras crianças', então ela disse ok, ela entendeu."

Evra não havia pensado em apresentar formalmente as acusações, mas sua mãe o encorajou a processar o autor do crime. O professor, de acordo com o francês, o tocou achando que ele dormia e, apesar de empurrá-lo para longe e ameaçar reagir com agressão, evitou revelar o caso por "vergonha".

"Foi difícil, mas também fiquei com medo, embora não pudesse mostrar a ele que o temia. Durou 10 ou 15 minutos, como uma luta. Ele não brincou e fez de tudo para tirar minhas calças", trará uma parte do livro.

Estadão
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