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Reviravolta: Bragantino e RB devem anunciar parceria até o final do mês

25 mar 2019
13h43
atualizado às 13h43
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Em busca de uma vaga na Série B do Brasileirão, o Red Bull Brasil, após a negativa do Oeste, voltou suas atenções para fechar um negócio com o Bragantino. De acordo com o presidente do time de Bragança Paulista, Marco Chedid, o acordo entre as partes deve ser sacramentado até o final do mês.

"Estamos discutindo o assunto. Não é venda. O projeto é de investimento no clube com a administração do futebol da Red Bull. Caso a gente consiga viabilizar, o nome será RB Bragantino. Estamos conversando, não há nada definido ainda. (Previsão de acerto) é até o final do mês", afirmou o mandatário, em exclusividade à Gazeta Esportiva.

Conforme apurado pela reportagem, o Red Bull Brasil confirmou que existem conversas com o Bragantino e que as negociações caminham bem. O acordo verbal está praticamente sacramentado - só falta colocar no papel.

Atual técnico do Bragantino, Marcelo Veiga admitiu que, caso a parceria entre as partes se concretize, seu destino será longe do clube de Bragança Paulista.

"Não sabemos qual vai ser o desenrolar do negócio. Vamos aguardar as definições do clube. Estou sem saber o que dizer porque o presidente é que é responsável por isso. Caso ocorra o acordo, não há nenhuma perspectiva de continuar. Não só eu, como todos que estão aqui. O RB viria para cá e eles que iriam administrar o futebol do clube", admitiu Veiga, também exclusivo à Gazeta Esportiva.

O objetivo da parceria é claro: para o Red Bull, o interesse está em disputar a Série B do Campeonato Brasileiro - a equipe brasileira é a única de todas as franquias mundiais da empresa que não atua no principal campeonato nacional de seu respectivo país. Ao Bragantino, os valores financeiros são agradáveis; além disso, reformas serão feitas no Estádio Nabi Abi Chedid e um centro de treinamentos deve ser construído para o clube.

Presidente do Bragantino também explica interesse

Em entrevista concedida no último domingo à Rádio Bragança, Marco Chedid explicou o porquê do negócio, do ponto de vista do Massa Bruta.

"Nós temos uma visão de que o Bragantino tem que disputar com o objetivo de subir na Série B. O torcedor quer ver seu time forte, quer seu time consolidado tecnicamente e financeiramente, e nós estamos buscando isso. Eu me sinto envergonhado com a campanha que fizemos no Campeonato Paulista. Não está tudo bem, precisamos de uma virada. Hoje, o futebol está mudado. Você vê o Palmeiras, o Corinthians, os investimentos a nível internacional… se o clube hoje tem que sobreviver, temos que trazer investimentos de fora", afirmou.

"O Bragantino é um patrimônio da cidade. Campeão paulista e vice-campeão brasileiro. Tem história. Tudo isso dá um suporte e tradição ao Bragantino, o que permite condição de buscar essas parcerias. É um número (valor) forte para que o Bragantino possa subir para a primeira divisão. Esse é o nosso objetivo: somar forças", disse, antes de completar.

"Se eu conseguir viabilizar isso com o apoio de todos, o Bragantino vai ser o quinto maior clube do estado de São Paulo. Seremos a nível de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos. Se for do jeito que eu vejo, subiremos para a Série A. São duas empresas que estão conversando com a gente de nível internacional e que enxergam o Bragantino com bons olhos: saúde financeira controlada, somente duas ações trabalhistas, não deve nada para o governo… estamos consolidados", finalizou.

Oeste: "O que o Red Bull quer fazer, nós fizemos no campo"

Como reportado anteriormente pela Gazeta Esportiva, o principal alvo do Red Bull para o acordo era o Oeste. No entanto, o Rubrão recusou as propostas realizadas pelo clube-empresa. Em novo contato feito pela reportagem, o presidente da equipe de Barueri, Ernesto Francisco Garcia, afirmou que as negativas do clube aconteceram porque o valor oferecido era considerado baixo.

"O Oeste vale muito mais (do que o oferecido). Tudo que o Red Bull quer fazer, nós já estamos fazendo. Eles estão tentando fazer algo que nós conseguimos no campo - isso não tem dinheiro que pague", revelou o mandatário com exclusividade à Gazeta Esportiva.

* Especial para a Gazeta Esportiva

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