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CBF não permite entrada do São Bernardo na Série D no lugar do São Caetano

Para a entidade, desistência do clube configura abandono da competição, o que não permite a entrada de um substituto

23 abr 2020
19h19
atualizado às 19h58
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Durou pouco a alegria do São Bernardo. O time queria disputar a Série D do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história. Após pleitear junto à Federação Paulista de Futebol (FPF) a vaga para representar o Estado no lugar do São Caetano, que desistiu da competição, recebeu como resposta que não poderá ocupar o espaço, já que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) viu a situação de outra maneira e não como uma simples troca de uma equipe por outra.

Para a CBF, a desistência do São Caetano configura abandono de torneio, o que não permite a entrada de um substituto. Assim, a Série D será disputada com 67 times, um a menos do que o estipulado inicialmente e sem nenhum clube ingressando na vaga.

CBF não permite entrada do São Bernardo na Série D do Campeonato Brasileiro
CBF não permite entrada do São Bernardo na Série D do Campeonato Brasileiro
Foto: Divulgação / Estadão

Essa medida também serviria como alerta para outros times que eventualmente planejassem ingressar na competição, caso os representantes de seus Estados alegassem não ter condições financeira de disputar. Isso já ocorreu no passado, inclusive com interferências políticas, notadamente, nas regiões Norte e Nordeste.

O presidente do São Bernardo, Felipe Cheidde, esteve reunido com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF, em São Paulo nesta quinta-feira na hora do almoço quando manifestou seu interesse em herdar a vaga do rival da região do ABC paulista. Mas o sonho acabou com a posição oficial da CBF tomada no fim da tarde.

Em princípio, Cheidde acreditava que ficaria com a vaga por direito após ter sido quarto colocado na Copa Paulista de 2019, atrás do São Caetano (campeão), XV de Piracicaba (vice e que disputou a Copa do Brasil) e Mirassol, que já tinha assegurado seu lugar na Série D por sua campanha no Paulistão 2019.

A troca não causaria prejuízo a ninguém, porque a competição ainda nem tem data definida para começar. A opção por limitar o número de participantes poderia significar uma economia para a CBF, uma vez que cada clube que disputa a Série D recebeu R$ 120 mil de apoio pelos prejuízos causados pela pandemia de coronavírus, além de auxílio de logística, transporte, alimentação e hospedagem.

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