Vice do Galo critica uso do VAR e dispara contra presidente da Federação

30 mar 2019
21h35
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O VAR deu o que falar na primeira semifinal do Campeonato Mineiro entre Boa Esporte e Atlético Mineiro. No empate por 0 a 0 em Varginha, o recurso de vídeo foi protagonista da partida três vezes, duas para anular gols do Galo e outra para expulsar Zé Welison. E após a partida, não só os jogadores criticaram a tecnologia, mas também o vice-presidente, Lásaro Cunha.

Em entrevista concedida, o dirigente questionou a forma de utilização do VAR no Brasil e a transparência com a qual o recurso é utilizado. Além disso, não poupou críticas ao presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol, Giuliano Bozzano, afirmando que o responsável não possui condições de comandar a comissão.

"Quando houve a tentativa de implementar o VAR no Campeonato Brasileiro, o Atlético fez a ponderação quanto aos critérios de protocolo e transparência do VAR, ou iríamos transformar isso aí num perigo para a arbitragem. O árbitro de vídeo fica escondido. O Atlético foi prejudicado tantas vezes no futebol brasileiro e poderia ser novamente. Pedimos transparência", disse Lásaro Cunha.

"A gente queria saber áudios e vídeos da conversa da cabine do VAR com o árbitro central. E isso não foi atendido. Hoje, vimos que no lance do gol que o VAR acusou impedimento é um lance difícil. A indagação que a gente faz é a seguinte: o senhor Héber Roberto Lopes, ele mesmo, deu a informação ao árbitro central que teria havido impedimento. Se ele deu essa informação, ele tem que ser punido", completou.

Na saída de campo, alguns jogadores criticaram o VAR. Luan condenou sua utilização, enquanto Victor e Réver preferiram exaltar o recurso, mas ponderar quanto a demora para a definição do lance. O lance mais questionado pelos atletas, no entanto, foi a expulsão de Zé Welison.

"Ou nós criamos no Brasil o VAR com transparência e protocolo ou vamos complicar isso. Essa é a declaração do Atlético nessa direção. O presidente de arbitragem da CBF, as escolhas ele quem encaminhou. Ele que comanda. Está ruim, está péssimo. A FMF tem que fazer uma revisão, especialmente quem preside a comissão, que é senhor Bozzano, que está demonstrando que não tem condições de comandar arbitragem", finalizou o dirigente do Galo.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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