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Apresentado no Criciúma, Argel pede união e descarta rótulo de 'salvador'

23 fev 2018
13h48
atualizado às 13h48
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Em situação crítica no Campeonato Catarinense, ocupando a zona de rebaixamento, o Criciúma apresentou nesta sexta-feira Argel Fucks como treinador. Substituto de Grizzo, que desempenhava a função à beira do campo como interino, o novo comandante chegou solicitando o apoio e a união de todos os jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida para retomar o caminho das vitórias.

"Tinha o desejo de voltar ao Criciúma. Gosto da cidade e de trabalhar aqui. Tenho amigos na cidade, um carinho pelo Tigrão e tivemos identificação. O torcedor sempre foi nosso 12º jogador em campo e a receita é se abraçar. Não pode um time com a história do Criciúma levar três mil pessoas ao estádio. Domingo temos um clássico contra o líder do campeonato e precisamos 10 mil pessoas no estádio, cantando e empurrando", disse Argel.

Conhecido por tirar times de situações desfavoráveis, Argel chegou ao clube catarinense descartando qualquer rótulo de 'salvador' e concluiu que apenas o trabalho dos jogadores dentro de campo poderá tirar o Criciúma das últimas posições no campeonato estadual.

"Essa é a hora de dar as mãos. Ninguém consegue sozinho. Eu não sou o salvador, não tem nada disso. O Criciúma com seu tamanho, sua história, não pode estar neste lugar que está no no momento que está no Catarinense. Vamos fazer a recuperação o mais rápido possível", ressaltou o novo comandante.

Apesar da eliminação precoce na Copa do Brasil, o treinador destacou que a prioridade é reerguer o time no Campeonato Catarinense, porque se trata apenas do primeiro de um objetivo a longo prazo. A situação atual ainda foi comparada a de outra passagem de Argel no Criciúma, em 2013.

"O primeiro objetivo nosso é sair da zona de rebaixamento. Eu entendo o presidente, o nosso projeto é longo, até o final do ano. Neste momento não podemos pensar em nada além do Catarinense", comentou. "É uma situação parecida com a de 2013, quando éramos lanternas do Brasileiro da Série A, com 95% de chances de cair e conseguimos ficar. Foi uma união da torcida, da cidade, da imprensa, da comissão técnica, dos jogadores", finalizou Argel.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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