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Em um ano e meio, Rogério Ceni conquista terceiro título com o Fortaleza

Tricolor cearense fatura Copa do Nordeste após duas vitórias sobre o Botafogo-PB na decisão

29 mai 2019
23h22
atualizado às 23h43
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Apelidado de "Mito" por sua história de 25 anos como goleiro do São Paulo, Rogério Ceni já é chamado desta forma no Fortaleza. A diferença é que o hoje treinador tem apenas 18 meses no clube nordestino. Neste período, são três títulos: a Série B em 2018 e o Campeonato Cearense e a Copa do Nordeste em 2019.

O terceiro troféu foi conquistado na noite desta quarta-feira, na final contra o Botafogo-PB. Foi a primeira vez que o Fortaleza faturou a Copa do Nordeste. "Conseguimos o nosso terceiro título e isso é importante para todos, para os jogadores e para a torcida e para mim também. Esta conquista pode nos impulsionar no Brasileirão. A parada na Copa América pode nos ajudar na recuperação, porque fizemos praticamente dez jogos seguidos e todos estão cansados. Quem sabe chega algum outro jogador para reforçar o grupo", disse o técnico.

Agora com três títulos nas temporadas 2018/19, Rogério Ceni se junta a dois dos principais treinadores do país: Renato Gaúcho e Mano Menezes, que também levantaram três taças desde o ano passado com Grêmio e Cruzeiro, respectivamente. O time gaúcho conquistou os dois últimos estaduais e a Recopa Sul-Americana de 2018, enquanto a equipe mineira também festejou os dois últimos estaduais e ainda faturou a Copa do Brasil de 2018.

A história de Rogério no Fortaleza teve início no fim de 2017, quando o técnico foi contratado para comandar a equipe em 2018, ano do centenário do clube. Até então, o principal objetivo era manter o time na Série B do Brasileiro, mas o foco mudou com o decorrer da temporada. A boa campanha fez o Fortaleza conseguir o acesso à elite do futebol nacional após 13 anos e ainda foi coroada com o título.

Depois do título, Rogério renovou seu contrato para continuar no clube em 2019. No mês passado, inclusive, o técnico recusou oferta do Atlético-MG. Em poucos meses, é possível cravar que tanto Rogério quanto o Fortaleza acertaram em suas escolhas. O clube apostou em um técnico que tinha comandado apenas o São Paulo, sendo demitido com 49,5% de aproveitamento. E o treinador aceitou o desafio de disputar a Série B em 2018 com orçamento reduzido.

"Eu gosto de futebol e gosto de desafios. No Fortaleza eu me sinto muito bem. Algumas coisas eu até bato de frente, mas a gente sempre se ajeita. Às vezes você não tem toda a estrutura necessária, mas você consegue ir adiante. Para mim o mais importante são os jogadores", explicou o ex-goleiro sobre o motivo de ter recusado propostas de outros clubes.

O Fortaleza agora volta as atenções para o Brasileirão. Passadas seis rodadas, a equipe está em 14º lugar na tabela, com sete pontos, apenas um a mais que o CSA, que abre a zona de rebaixamento. Na próxima rodada, a equipe visita o Flamengo, no sábado, às 16h, no Engenhão.

Estadão
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