3 eventos ao vivo

Em sua terceira missão, Hernanes lidera o São Paulo na Libertadores

Bicampeão brasileiro e salvador da pátria em 2017, Profeta é esperança de sucesso contra o Talleres

6 fev 2019
04h40
  • separator
  • 1
  • comentários

Após brilhar com dois títulos brasileiros (2007 e 2008) e ajudar o São Paulo a se safar do rebaixamento à Segunda Divisão nacional, em 2017, Hernanes tem agora nova missão: levar o clube adiante na Libertadores. Nesta quarta-feira, o time enfrenta o Talleres, às 21h30 (de Brasília), na Argentina, pelo confronto de ida da segunda fase.

No clube, ninguém esconde que o planejamento da pré-temporada foi todo feito em função desses duelos diante dos argentinos, o que passa diretamente pelo Profeta, como o meio-campista é chamado pela torcida devido às suas "previsões". A partida de volta está marcada para quarta-feira (13), no Morumbi.

O camisa 15 acabou poupado da maior parte dos cinco jogos já disputados pelo clube no Paulistão justamente para se preservar e ganhar condicionamento físico - a comissão técnica detectou um desequilíbrio muscular no jogador após os compromissos pela Florida Cup, nos Estados Unidos, em janeiro, quando Hernanes foi titular contra Eintracht Frankfurt e Ajax.

Aos poucos, ele voltou a jogar. Entrou em campo contra o Guarani e foi responsável direto pela vitória sobre o São Bento, no último domingo, quando marcou o único gol do duelo. "O gol premia todo o trabalho e dedicação que ele vem tendo para voltar. Conseguimos as duas maiores metas, que era vencer o jogo e dar minutos para o Hernanes", explicou o técnico André Jardine após a partida. "Possivelmente, ele deva começar o jogo (contra o Talleres). Vamos ver como ele vai estar amanhã (segunda-feira), se ele vai estar se sentindo bem. Aí a gente encerra essa etapa de cuidados especiais e passa a tratar ele normalmente", emendou.

Mesmo assim, a "normalidade" do calendário do futebol brasileiro, no qual as equipes chegam a disputar 80 confrontos por ano, passa longe da realidade recente do Profeta. Em pouco mais de três anos, somadas as passagens por Juventus-ITA, Hebei Fortune-CHN e São Paulo, ele entrou em campo 74 vezes. Para efeito de comparação, apenas em 2018 o clube tricolor disputou 64 jogos. Daí a preocupação da comissão técnica com o jogador de 33 anos.

Hernanes integra lista de ídolos recentes do São Paulo

Hernanes talvez seja, junto a Rogério Ceni e Lugano, um dos poucos ídolos são-paulinos das últimas décadas. Com boa parte de sua formação feita na próprio Morumbi, o pernambucano nascido no Recife estreou no profissional em junho de 2005 e, após passar 2006 emprestado ao Santo André, voltou no ano seguinte para liderar a equipe nas conquistas de dois títulos brasileiros: 2007 e 2008. Ficou até 2010, quando acabou vendido para a Lazio.

Retornou à antiga casa no segundo semestre de 2017, emprestado por seis meses pelos chineses, em situação emergencial. O São Paulo corria sério risco de cair pela primeira vez para a Série B. O atleta marcou nove gols em 19 partidas e foi fundamental para a permanência na elite. Voltou à China, mas manteve contato com o clube. Alexandre Pássaro, gerente de futebol, monitorou a situação dele no futebol asiático durante toda a última temporada, na qual Hernanes jogou só 14 vezes.

A segunda repatriação ao Morumbi trouxe alguém "inconformado" com o jejum de títulos, conforme o próprio afirmou em sua apresentação, em janeiro: "O São Paulo é muito grande para ficar tanto tempo sem títulos. O que eu trago é a inconformidade com essa espera absurda de tempo por títulos", disse.

Desde 2012, quando conquistou a Copa Sul-Americana, o São Paulo não ganhou mais nada. Pior: nem sequer tem chegado a finais. Para alcançar a da Libertadores de 2019, precisará percorrer o caminho mais longo de sua intensa relação de 19 participações no torneio. "Acho que fizemos o máximo para chegar numa condição razoável. Agora é entregar tudo, é dar a vida. Libertadores é diferente, é raça, é coração", declarou Hernanes, no domingo, preparado para mais uma missão na linha de frente da equipe.

FICHA TÉCNICA

TALLERES: Herrera; Tenaglia, Komar e Miguel Araujo; Godoy, Cubas, Guiñazu e Bersano; Ramirez, Palacios e Dayro Moreno. Técnico: Juan Pablo Vojvoda.

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Bruno Peres, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei (Willian Farias), Hudson, Hernanes e Nenê (Diego Souza); Everton e Pablo. Técnico: André Jardine.

ÁRBITRO: Wilmar Roldán (COL).

LOCAL: Estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba (ARG).

HORÁRIO: 21h30 (de Brasília).

NA TV: Globo.

Estadão
  • separator
  • 1
  • comentários
publicidade