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Em alta na seleção do Peru, Cueva busca mais oportunidades com Sampaoli no Santos

Peruano não tem sido aproveitado e a diretoria já disse que pretende negociá-lo

27 ago 2019
14h08
atualizado às 14h08
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O meia Christian Cueva, assim como seus companheiros de Santos, está de folga nesta terça-feira, mas vive a expectativa de poder voltar a jogar pelo time neste final de semana. Com o possível desfalque do zagueiro colombiano Felipe Aguilar, o peruano tem chances de ser relacionado pelo técnico argentino Jorge Sampaoli na partida contra a Chapecoense, neste sábado, na Arena Condá, em Chapecó (SC), pela 17.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cueva não atua pelo Santos desde o dia 26 de maio, no empate contra o Internacional por 0 a 0, em Santos, ainda antes da Copa América. O peruano tem sido cortado até do banco de reservas no Brasileirão, já que há o limite de cinco estrangeiros relacionados por partida. Além de Aguilar, Sampaoli tem utilizado o paraguaio Derlis González, o uruguaio Carlos Sánchez, o venezuelano Soteldo e o colombiano Uribe.

Apesar de não jogar muito pelo Santos, Cueva está em alta no Peru. Na última sexta-feira, o técnico argentino Ricardo Gareca o convocou para os amistosos da seleção vice-campeã da Copa América contra Equador e Brasil, nos Estados Unidos, nos dias 5 e 10 de setembro, respectivamente. Alguns jogadores já treinam em Lima, mas o meia não pediu liberação antecipada na tentativa de chamar a atenção de Sampaoli.

"Acreditamos que o Cueva tem méritos suficientes (para ser convocado). Não temos incidência sobre o Santos ou o Sampaoli. Se o jogador rende na seleção, o que podemos fazer? A última coisa que podemos discutir é seu rendimento jogando pelo Peru. Foi um jogador fundamental durante a Copa América. A decisão de que ele não jogue é institucional e não nos metemos, desde que o jogador se mantenha e treine", disse Gareca, na entrevista coletiva logo após a convocação.

O presidente do Santos, José Carlos Peres, exaltou Cueva, que foi contratado por empréstimo junto ao Krasnodar, da Rússia, até janeiro de 2020, com cláusula de compra obrigatória por 7 milhões de dólares (cerca de R$ 26 milhões). O Metz, da França, demonstrou interesse, mas não teve o dinheiro suficiente para levá-lo.

"De jeito nenhum (arrependimento). Veio depois da pré-temporada, veio com dificuldade, estava desalinhado na forma física. Quem pediu foi o Sampaoli. Nunca vi um jogador tão dedicado como ele. Chegou a contratar um personal trainer. Nunca faltou ou atrasou", disse o presidente, em entrevista na rádio Kiss, na noite desta segunda-feira.

"A filha dele luta pela vida. Temos que respeitar. Hoje ele é jogador e patrimônio do Santos. Tem que ser tratado com dignidade nesse drama. Sampaoli nunca falou que não quer ele. Tem se dedicado nos treinos. Não é aquilo que falam", completou.

Estadão
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