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Deschamps pode igualar Zagallo e Beckenbauer em Copas

Técnico francês tem a chance de ser campeão como treinador após erguer a taça como jogador há 20 anos

11 jul 2018
05h12
atualizado às 08h44
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Didier Deschamps está a uma vitória de ser o terceiro homem da história das Copas a ter vivido a maior glória do futebol em dois papéis diferentes. O meio-campista capitão da França campeã em 1998 em casa pode repetir o gesto de erguer a taça no próximo domingo, mas desta vez como comandante da equipe.

Deschamps ganhou a Copa de 1998 e a Eurocopa de 2000 como capitão da seleção francesa
Deschamps ganhou a Copa de 1998 e a Eurocopa de 2000 como capitão da seleção francesa
Foto: Lars Baron - FIFA/FIFA via Getty Images / Getty Images

Até hoje somente dois homens tiveram essa honra. O brasileiro Zagallo ganhou em campo em 1958 e 1962, para dirigir a seleção nacional ao título em 1970, no México. Logo depois foi a vez do alemão Beckenbauer marcar história. Campeão como capitão em 1974, ganhou como treinador em 1990.

"O meu papel agora é diferente, não é o mesmo de anos atrás. Quando olhei para os rostos e olhos dos meus jogadores, fiquei muito feliz por isso. Eu tenho orgulho de estar na final. Meus jogadores se apresentaram com vontade de serem campeões, mas ainda não somos", disse Deschamps.

O ex-meia é um dos nomes mais vitoriosos da França. Foi ele o responsável por erguer as principais taças do futebol do país, como a única Liga dos Campeões conquistada por um time local, feito do Olympique de Marselha, em 1993. Deschamps também ganhou a Copa de 1998 e a Eurocopa de 2000, sempre como capitão.

Toda a experiência, no entanto, não é citada para o elenco em palestras. Deschamps afirmou que prefere deixar o assunto apenas nas fotografias. "Cada um vive no seu tempo, na sua fase. Não podemos olhar para trás, mas sim para frente", afirmou.

Apesar disso, a imprensa francesa tem citado comparações e coincidências entre as campanhas de 1998 e a de agora. Assim como no Mundial da França, a equipe estava no grupo C, enfrentou a Dinamarca na primeira fase e teve um sul-americano nas oitavas de final. Deschamps prefere não pensar nisso. "Todos nós temos um destino. Que ele seja o melhor possível", afirmou.

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Estadão
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