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Danilo corresponde aos testes e faz seleção 'esquecer' trauma com Daniel Alves

Lateral do Manchester City se entrosou com o elenco e ganhou pontos com o técnico Tite pelas atuações seguras

15 jun 2018
05h07
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A lateral direita do Brasil não parece ser problema para a Copa do Mundo da Rússia. Apesar do trauma da equipe por perder às vésperas da convocação Daniel Alves, titular absoluto e mais experiente do grupo, o técnico Tite tem visto o substituto imediato Danilo corresponder às expectativas, ganhar pontos pelas atuações seguras e se entrosar bastante com o elenco.

Reserva do Manchester City, Danilo não foi dos maiores frequentadores das listas de Tite desde a chegada do técnico ao cargo, em junho de 2016. Até a relação final para a Copa do Mundo, foram dez convocações, nas quais somente em três o lateral esteve presente. A primeira chance de atuar sob o comando do treinador foi só em novembro do ano passado, após a Eliminatória. Na viagem rumo à Rússia, o jogador embarcou já no trecho final, porém conseguiu lugar nobre.

"A seleção está muito bem servida de jogadores de defesa, tanto os laterais como os zagueiros. Todos aqui do grupo estão preparados para assumir qualquer responsabilidade", afirmou o goleiro Alisson.

Danilo só consegue agora ter uma sequência com a camisa da seleção brasileira. O lateral foi titular nos dois amistosos, contra Croácia e Áustria, e mostrou não ter sentido a responsabilidade de se tornar titular na vaga de um dos principais ícones do time. A lesão no joelho direito tirou da Copa o experiente Daniel Alves, de 35 anos, líder pela experiência e muito querido pelo grupo pela personalidade brincalhona e extrovertida.

Mais calado, Danilo soube que ganharia chance de virar titular na Copa logo na entrevista coletiva dada por Tite no momento da convocação. A chance iria para um lateral que até então tinha disputado somente 16 jogos pela seleção e não vivenciado ativamente a construção deste grupo rumo à Copa do Mundo. O seu agora reserva imediato, Fagner, tinha sido chamado pelo treinador bem mais vezes: sete.

A personalidade é o segredo para Danilo conseguir fazer a seleção não sentir nesta preparação a falta de Daniel Alves. O lateral foi seguro nos dois amistosos, eficiente na marcação e entrosado ao sistema de jogo para apoiar o ataque nos momentos certos. Durante os treinos em Londres ele ainda foi na contramão dos discursos neutros tão comuns no futebol e, em pleno auge da crise dos caminhoneiros, defendeu o movimento.

"Eles estão certos", disse ele, filho de ex-caminhoneiro.

A inserção ao grupo formado nos últimos dois anos não demorou a se concretizar. Danilo encontrou na seleção três amigos de Manchester City: Fernandinho, Ederson e Gabriel Jesus. Juntos, os brasileiros do clube inglês assim como o português do elenco, Bernardo Silva, formam um grupo unido fora de campo também.

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Além disso, o lateral também é amigo de Neymar. Os dois se conheceram no Santos, onde ganharam o Campeonato Paulista e a Libertadores de 2011, mesmo ano em que também dividiram convocações da seleção brasileira de base.

"Todo mundo aqui na seleção vive um grande entrosamento. É muito bom, nem se fala. O grupo tem um ambiente ótimo, tanto dentro como fora de campo", garantiu o goleiro Alisson.

Estadão Conteúdo

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