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Cuca justifica mudanças no São Paulo e elogia atuação contra o Bahia

Técnico nega que prioridade é o Brasileirão e volta a lamentar a falta de um centroavante de referência

23 mai 2019
00h49
atualizado às 00h49
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O técnico Cuca justificou as mudanças que fez no São Paulo para o jogo contra o Bahia, na noite desta quarta-feira, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Após a derrota por 1 a 0, o treinador disse que colocou a melhor equipe que tinha à disposição.

Em relação ao empate sem gols com o Bahia no último domingo, pelo Brasileirão, foram cinco mudanças: Liziero, lesionado, Hernanes e Hudson, com dores musculares, Reinaldo, que ficou no banco de reservas, e Antony, que entrou no segundo tempo. O treinador negou que a prioridade é o campeonato de pontos corridos, no qual o o São Paulo está em terceiro lugar após cinco rodadas disputadas.

"Entrei com o melhor São Paulo que eu podia. O torcedor não sabe tudo o que acorre, trabalhamos com treinos fechados. Ele vê a falta do Hudson, mas o Hudson está com dores.Vamos para o jogo, Hernanes? Não dá, professor. Vamos para o jogo, Antony? Não dá, professor. Não tem como por esses jogadores se não estão em condição ideal. Não se trata de priorizar a competição. Lógico que eu quero passar na Copa do Brasil. Jamais iria preservar sem necessidade. A fisiologia nos traz um relatório que diz que o jogador não tem como atuar. E o time jogou bem. Se entra uma bola antes, quem sabe faria dois, porque o Bahia teria que mudar a postura. Infelizmente não aconteceu", explicou Cuca, em entrevista coletiva após a partida.

O treinador voltou a lamentar não ter um centroavante de referência. Pato foi o jogador mais avançado, mas muitas vezes recuava para ajudar na armação. O São Paulo teve dificuldades para furar a marcação do Bahia.

"Nós começamos muito bem o jogo. Sabemos que o Bahia fecha bem. Eles têm três volantes que ocupam o setor de meio, os pontas voltam com os laterais e eles jogam em uma zona bem baixo. Trabalhamos muito a bola, faz falta uma referência, um pivô, muitas vezes, para que você possa ter essa bola tabelada rápida, porqeu temos jogadores que flutuam bem. O São Paulo não fez uma partida ruim, fez uma boa partida até o terço final, pecamos no último passe, na finalização. Um jogo complicado com um adversário que joga no seu erro, como jogou no domingo. Acabou que esse erro nosso resultou no gol do adversário. Tivemos chances claras, até mais claras do que essa própria que o Élber fez o gol, e não conseguimos converter. Jogo de 180 minutos que saímos atrás. O que frustra é o resultado em um jogo que não jogamos mal. O gol que levamos foi de saída de bola, nos pegou desprevinidos e infelizmente saiu o gol", analisou Cuca.

"Achei melhor (do que domingo), foi bem mais jogado, tabelado, buscado por dentro e por fora, o time teve coragem. Está faltando o final, de buscar uma tabela curta, uma diagonal. Estamos buscando alternativas. Não posso falar que o time jogou mal, fizemos uma boa partida, um adversário complicado que marca muito bem, com uma linha de defesa baixa. Não temos aquela referência, às vezes é preciso em um jogo assim, e o forte do nosso time é a velocidade", acrescentou o treinador.

O São Paulo agora inicia a preparação para o clássico contra o Corinthians, domingo, em Itaquera. A volta das oitavas de final diante do Bahia acontecerá na próxima quarta-feira, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Estadão
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