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Corinthians não cumpre promessa de 'gramado ideal' e cogita jogar no Pacaembu

Andrés Sanchez se reunirá com empresa responsável pelo campo para definir qual rumo tomar

29 mar 2019
04h41
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O Corinthians pode deixar de mandar alguns dos próximos jogos na Arena Corinthians. A afirmação foi feita pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, em função da má qualidade do gramado. Depois das reclamações do goleiro Cássio, os jogadores da Ferroviária engrossaram o coro após a decisão por pênaltis no jogo de quarta-feira, pelas quartas de final.

"O gramado está ruim pelo que sempre foi. Tivemos o evento do caminhão (Monster Jam), atrasou um pouco, teve fungo... Vamos ver se arrumamos antes da Copa América ou então teremos de parar de jogar lá para arrumar o gramado. A verdade é essa", disse o presidente após o Congresso Técnico que definiu as datas das semifinais na sede da Federação Paulista.

Sanchez revelou que terá um encontro nos próximos dias com a empresa responsável pela manutenção do gramado para definir as próximas ações. "Se não estiver 100% bom, vamos ter de arrumar". A principal alternativa para os jogos do Corinthians é o Pacaembu. "Pacaembu ou qualquer lugar. Vamos ter de parar uma hora para arrumar. O que não pode é ficar do jeito que está, por erro nosso", repetiu o dirigente.

O dirigente descartou prontamente o Morumbi. Em 2009, ele rompeu relações com o São Paulo após atritos com Juvenal Juvêncio, presidente do rival na época e falecido em 2015, por causa da carga de ingressos para um clássico naquela temporada. O Corinthians nunca mais mandou suas partidas no estádio tricolor.

O discurso atual de Andrés já é diferente do comunicado emitido pela diretoria semanas atrás. Após Cássio reclamar do excesso de areia no gramado no duelo com o Santos, no início de março, o clube se manifestou e prometeu que deixaria o campo em "qualidade ideal para as partidas decisivas do Paulistão e da Copa do Brasil".

As quartas de final passaram e o as condições continuam ruins. Além da falta de grama na pequena área, onde ficam os goleiros, o meia Tony, da Ferroviária, isolou sua cobrança de pênalti após escorregar. "O pé não firma. Escorreguei com o pé de apoio, mas não tem desculpa. No meu caso atrapalhou, fui o único que tive esse problema", comentou o jogador.

"O gramado está bem ruim, cheio de areia. A gente saiu com o corpo todo ralado, mas, por baixo, é muito úmido, muito molhado. Eu estava com a chuteira apropriada, de trava, mas escorreguei mesmo assim", analisou o jogador da Ferroviária.

O primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista, contra o Santos, está marcado para acontecer no domingo, às 16h, na arena em Itaquera. Caso o time de Fábio Carille avance para a decisão há a possibilidade de mandar a partida no Pacaembu. A mudança, além de atrapalhar os jogadores, deve afetar no bolso do clube, que arrecadará menos.

Estadão
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