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Duelo com Cristiano Ronaldo vira exemplo uruguaio contra a França

1 jul 2018
08h43
atualizado às 08h43
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O técnico Óscar Tabárez assume a condição de azarão na partida contra a França, às 11 horas (de Brasília) de sexta-feira, em Níjni Novgorod, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Após anular o astro Cristiano Ronaldo na vitória por 2 a 1 sobre Portugal, contudo, ele já não teme o atacante Mbappé e os seus companheiros.

"O Cristiano Ronaldo cabeceia bem, arremata bem, carrega bem a bola desde a defesa… Faz parte. É muito difícil pará-lo, mas deveríamos nos concentrar para evitar que tivesse êxito. Com os atacantes franceses, é a mesma coisa. Se nos rendemos diante das capacidades deles, por que vamos jogar a partida? O interessante é ter a motivação de enfrentar grandes jogadores", bradou Tabárez.

Assim, o fato de ter parado Cristiano Ronaldo passa a servir de alento ao Uruguai na próxima fase do Mundial. O comandante da equipe sul-americana, que viu Cavani, autor de dois gols, ofuscar o lusitano no sábado, em Sochi, valorizou bastante o melhor jogador do mundo de acordo com a Fifa.

"A capacidade individual é o primeiro fator de rendimento no futebol. Quanto melhores os jogadores, mais capacitados serão os times em todos os pontos de vista - tático, técnico e emocional. O Cristiano Ronaldo é um jogador excepcional. Não só pelo seu grande potencial, mas também por ser um líder de Portugal, que tem outros jogadores interessantes", enalteceu.

Cristiano Ronaldo, no entanto, está no passado do Uruguai. A preocupação atual é com Mbappé, Griezmann, Giroud, Pogba e os demais comandados de Didier Deschamps, que empolgaram a torcida francesa com uma vitória por 4 a 3 sobre a Argentina também no sábado, em Kazan.

"Não posso fazer uma análise profunda do jogo da França porque não vi direito. Nos últimos 15 minutos, estava dando palestra à minha equipe. Mas é um rival que tem nos atacantes o seu ponto forte, com Griezmann e Mbappé. Eles têm uma velocidade excepcional, diagonais longas. Se dermos espaços, ficará muito difícil", alertou Tabárez.

O discurso respeitoso nem de longe significa que o técnico uruguaio se dará por vencido com facilidade. "Faremos o que pudermos. Queremos muito ganhar e não vamos trabalhar em cima de pressupostos. O jogo está aí para jogarmos. Temos o sonho de fazer sete jogos na Copa. Depois, veremos se será possível concretizar ou não", afirmou Tabárez, acrescentando que o seu Uruguai já surpreendeu muita gente no torneio.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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