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Cristiane sonha com profissionalização do futebol feminino no Brasil

8 jun 2019 - 21h21
(atualizado às 21h21)
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A atacante Cristiane concedeu uma entrevista exclusiva para a DAZN nesta sexta-feira. Perto da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo feminina, a atacante de 34 anos falou sobre o momento da modalidade no Brasil. Mesmo o futebol feminino em alta no país, ela prefere manter os pés no chão.

"O que estamos vivendo hoje não se compara com outros momentos, é uma visibilidade maior, seja com marcas, obrigatoriedade dos clubes, mas estão fazendo algo. Então, está parecendo que vai, está parecendo que o negócio não vai parar por aqui", disse Cristiane. "Eu ainda estou com o pé atrás aqui e torcendo para que eu queime a minha língua, que o negócio continue, a minha expectativa é essa, mas já vivi situações desse oba, oba, principalmente quando ganhamos medalha olímpica", advertiu.

A jogadora do São Paulo revelou que tem um sonho para o futebol feminino no Brasil. Ela deseja mais estrutura, com profissionalização, onde as atletas possam ter emprego durante o ano todo.

"A modalidade se profissionalizar, em todos os lugares, as meninas terem garantia de emprego, o ano todo. A gente consegue ver países que não tem as medalhas que nós temos, mas que desenvolveu. Meu sonho dentro da modalidade é exatamente esse, que as meninas possam sobreviver do futebol", admitiu Cristiane.

Com a amarelinha, ela se tornou a maior artilheira da história das Olimpíadas, tanto no masculino como no feminino. Apesar do pouco reconhecimento no país, ela espera que tenha deixado um legado para as mulheres que brigam pela modalidade.

"Eu espero ter deixado algumas coisas para as meninas, por mais que no Brasil a gente não tenha(um reconhecimento)  como lá fora. Um quadro quando faz 100 jogos, uma lembrança, não acontece. Mas é legal quando acontece, reconhecem seu trabalho", revelou. "Eu espero que tenha deixado alguma coisa para as meninas, seja pessoa, seja dando conselho, eu espero que as meninas que estejam a frente na hora que eu sair, tenham voz ativa para brigar pela modalidade coletivamente, porque quando se tem todo mundo dá uma diferença muita grande", desejou Cristiane.

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo feminina neste domingo, contra a Jamaica, às 10h30, no Stade des Alpes, em Grenoble, na França. As duas equipes formam o Grupo C da competição, ao lado de Austrália e Itália.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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