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Copa do Brasil

CBF: Coordenador diz que lance do Palmeiras não era para VAR

Para responsável pelo sistema de vídeo na Copa do Brasil, marcação de falta na jogada descarta revisão externa

13 set 2018
16h26
atualizado às 18h11
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O coordenador do árbitro de vídeo (VAR) no Brasil, Sérgio Corrêa, afirmou nesta quinta-feira (13) que o lance final do jogo entre Palmeiras e Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, na quarta-feira (12), não poderia ter as imagens analisadas por não se enquadrar nas situações específicas em que a tecnologia deve ser acionada. Pelo protocolo adotado pela CBF, as jogadas apenas serão reavaliadas em caso de dúvida sobre gol, pênalti, expulsões e identificação equivocada de atletas.

Árbitro de vídeo foi alvo de polêmicas na vitória do Cruzeiro sobre o Palmeiras
Árbitro de vídeo foi alvo de polêmicas na vitória do Cruzeiro sobre o Palmeiras
Foto: Guilherme Rodrigues / Futura Press / Estadão Conteúdo

O lance em questão foi aos 52 minutos do segundo tempo. O palmeirense Edu Dracena disputou a bola no alto com o goleiro cruzeirense Fábio. Na sobra, com o gol vazio, o zagueiro Antônio Carlos finalizou. O árbitro Wagner Reway assinalou falta no goleiro na jogada. A partida terminou logo depois, com vitória do Cruzeiro por 1 a 0, e muita reclamação da diretoria e do elenco da equipe alviverde.

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Porém, segundo Corrêa, como a jogada foi considerada falta e não um lance de outra natureza, não cabe a utilização do árbitro de vídeo. "Como o árbitro apitou antes da conclusão a gol, não é de se falar em gol anulado. É de se falar em acerto ou erro sobre a falta. A consequência do lance já não teria valor diante da regra do jogo", afirmou o coordenador do VAR, que foi também o supervisor de arbitragem do confronto. Os cruzeirenses elogiaram a atuação do árbitro.

"Foi um lance interpretativo. Não entro no mérito nem de acerto nem de erro. Por isso, não entra nos critérios de lance em que o VAR pode ser utilizado", explicou Corrêa. O recurso de árbitro de vídeo começou a ser utilizado na Copa do Brasil a partir das quartas de final. São 16 câmeras que auxiliam na avaliação de lances duvidosos. "Se ele não marca a falta, sai o gol e o Cruzeiro reclama, seria outra situação", explicou.

Na saída do estádio, os jogadores do Palmeiras afirmaram que em conversa no vestiário antes do jogo começar, Corrêa os havia orientado a seguirem na disputa de um lance quando existisse dúvida. O coordenador do VAR explicou à reportagem que a recomendação aos atletas foi apenas para possíveis jogadores de impedimento, e não em lances de outra natureza.

"Eu expliquei sobre impedimento. E que isso fique bem claro. Para não estranharem a marcação, para que o jogador não reclamar ao ver o assistente com a bandeira erguida e esperar até o apito do árbitro e uma possível checagem da jogada", explicou Corrêa. O protocolo adotado pela CBF para definir quais lances devem ser analisados por vídeo é o do Conselho Internacional das Associações de Futebol (Ifab, na sigla em inglês).

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Estadão Conteúdo

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