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Copa América 1922: Rivalidades e segundo título continental brasileiro

23 mai 2019 08h21
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Para celebrar o centenário da sua independência, o Brasil sediou a sexta edição do Campeonato Sul-Americano. Diferente das outras participações que, por conflitos entre as federações paulista e carioca, os brasileiros jogavam desfalcados, desta vez foi com força total para o torneio. Uma edição marcada pelo acirramento das rivalidades e que terminou com a Seleção Brasileira erguendo o segundo caneco continental de sua história.

Muitos enxergam esse campeonato de 1922 como um dos primeiros a criar hostilidade entre as seleções. O que não faltou foi time saindo de campo revoltado. No confronto entre Uruguai e Paraguai, os uruguaios abandonaram a partida, e posteriormente o campeonato, por não concordar com a arbitragem do brasileiro Pedro Santos. E, no duelo entre Argentina e Paraguai, foi a vez dos paraguaios saírem antes do apito final por reclamar da marcação de um pênalti pelo árbitro brasileiro Henrique Vignal. Apenas o goleiro paraguaio Denis ficou em campo, mas não teve sucesso em impedir o segundo gol argentino.

Para ter uma ideia de como os atritos eram grandes, políticos brasileiros cogitaram proibir a Seleção de fazer partidas internacionais. Eles tinham receio que essa rivalidade instigada pelo Campeonato Sul-Americano, atualmente conhecido como Copa América, pudesse atrapalhar a diplomacia nacional.

Todos esses abandonos tiveram efeito positivo na classificação final da Seleção Brasileira, já que a vitória da Argentina contra o Paraguai permitiu que o Brasil se igualasse na primeira posição. Na verdade, três seleções empataram em primeiro lugar: Brasil, Paraguai e Uruguai. O que poderia ser um problema para a Confederação Sul-Americana de Futebol foi facilitado pela desistência da competição por parte do Uruguai. Dessa forma, Brasil e Paraguai disputaram uma partida de desempate. E a equipe canarinha conseguiu levar o segundo título ao ganhar por 3 a 0 dos paraguaios, superando o começo ruim no campeonato. Apenas três campeões da primeira conquista continental de 1919 estavam presentes na partida: Amílcar Barbuy, Neco e Heitor Domingues. O craque Arthur Friedenreich estava lesionado.

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