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Catar quer jogadores vacinados para Copa do Mundo 2022

Autoridades de saúde do país estudam alternativas para atletas que decidiram não se vacinar contra a covid-19; Fifa tenta acordo

20 set 2021 12h34
| atualizado às 13h17
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Taça da Copa do Mundo de 2018, em Moscou, Rússia
15/07/2018 REUTERS/Kai Pfaffenbach
Taça da Copa do Mundo de 2018, em Moscou, Rússia 15/07/2018 REUTERS/Kai Pfaffenbach
Foto: Reuters

Tema recorrente do universo esportivo, o debate sobre a vacinação de atletas contra a covid-19 pode voltar a ganhar nos próximos meses. O governo do Catar quer que todos os jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2022 estejam imunizados contra a doença. Nos bastidores, a Fifa tenta um acordo para não correr o risco de nenhum atleta acabar fora do torneio.

Segundo o site The Athletic, conversas entre as autoridades médicas do Catar e membros da entidade vêm sendo discutidas nas últimas semanas para que uma solução amigável seja encontrada, e afastar qualquer possibilidade de algum astro não ir ao mundial. Diferentes opções estão sendo discutidas, incluindo testes negativos a cada três dias. Os protocolos para a competição ainda não foram aprovados.

Em junho, o primeiro-ministro do país afirmou que todos os torcedores que comparecerem ao torneio em novembro do próximo ano terão que estar totalmente vacinados. A ideia é submeter os atletas às mesmas condições. O Catar tenta garantir mais um milhão de doses para imunizar os espectadores.

O Catar aplicou mais de 4,6 milhões de vacinas até o momento, cerca de 82% da população — uma das taxas mais altas do planeta. O primeiro grande teste do país acontece a partir do dia 30 de novembro, quando ocorre a Copa Árabe. O torneio será realizado como evento-teste para a Copa do Mundo.

Primeira grande competição pós-pandemia, os Jogos de Tóquio ficaram marcados pela decisão de alguns atletas de não se vacinarem contra a covid. Foi o caso do nadador Mathew Andrew, medalha de ouro e recordista no revezamento 4x100. Recentemente, a NBA anunciou que não vai exigir que atletas sejam imunizados contra a doença. A liga conta com 90% dos jogadores imunizados.

Estadão
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