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Modric minimiza histórico favorável à França e se diz confiante na Croácia

'Isso são apenas estatísticas', destacou o meia croata sobre números do duelo

14 jul 2018
09h14
atualizado às 09h14
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A vantagem da França no histórico de confrontos com a Croácia não deve ser considerada na final da Copa do Mundo, neste domingo, em Moscou. A opinião é do meia Luka Modric, capitão croata e um dos principais candidatos ao prêmio de melhor jogador do torneio. "Não gosto muito de comentar sobre o que passou. Isso são apenas estatísticas. Não gosto de olhar para o passado, mas sim, olhar o futuro", afirmou o jogador em entrevista coletiva neste sábado, no estádio Luzhniki.

As duas seleções têm um curto histórico de confrontos, com apenas cinco ocasiões. Foram duas vitórias da França e três empates. O primeiro duelo foi no Mundial de 1998, o mais importante de todos. A França eliminou a Croácia nas semifinais por 2 a 1 e terminou como campeã mundial ao bater o Brasil na final por 3 a 0. Já a Croácia ficou em terceiro lugar após a vitória sobre a Holanda por 2 a 1. Na Eurocopa de 2004, as duas equipes se enfrentaram na fase de grupos e empataram por 2 a 2. Os outros confrontos foram amistosos. Em novembro de 1999, a França venceu por 3 a 0; em maio de 2000, novo triunfo por 2 a 0; e, mais recentemente, em março de 2011, empate por 0 a 0.

Aos 32 anos, Modric está provavelmente em sua última Copa do Mundo. Mesmo se a Croácia não for campeã, ele tem grandes chances de ser o melhor jogador da Copa e também da temporada, no final do ano. Seria uma espécie de reconhecimento pelo conjunto de sua obra. Com isso, ele pode se tornar o primeiro vencedor do prêmio mais cobiçado do futebol diferente de Cristiano Ronaldo e Messi desde 2008. O jogador reafirmou que não está preocupado em premiações individuais.

"Repeti várias vezes que estou focado apenas no sucesso da Croácia. Quando você é mencionado nesse contexto, é muito bom e um orgulho. Mas não me preocupo com isso. Quero que meu time ganhe a Copa do Mundo amanhã. O resto está fora do meu controle. Quero o sucesso do meu time. O individual não é minha prioridade. Nunca duvidei de mim mesmo. Sempre acreditei que podia chegar onde cheguei. Agora, estou realizando", afirmou o meia.

Apesar de todos os feitos, ele não está em pedestal em seu país. Pelo contrário. Em 2017, Modric foi denunciado por perjúrio por ter, supostamente, mentido para favorecer Zdravko Mamic, ex-diretor do Dínamo Zagreb, empresário do jogador e condenado a seis anos e meio de prisão por evasão fiscal e peculato. De acordo com o jornal inglês The Guardian, Mamic é amigo da presidente e ajudou a financiar a campanha para ela ser eleita. O ex-dirigente foi considerado culpado por ter lucrado 15 milhões de euros com a venda de Modric do Dínamo Zagreb para o Tottenham e de Dejan Lovren para o Liverpool. Na Croácia, a pena por perjúrio vai de seis meses a cinco anos de prisão.

Estadão Conteúdo

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