PUBLICIDADE

Na luta por transparência no esporte, Raí critica CBF e perpetuação

23 ago 2013
16h30 atualizado às 16h30
0comentários
16h30 atualizado às 16h30
Publicidade
Raí luta por emenda à Lei Pelé
Raí luta por emenda à Lei Pelé
Foto: Terra

Em entrevista exclusiva ao Terra nesta sexta-feira, o ex-jogador Raí falou mais sobre a Medida Provisória 615/2013, acatada em relatório pelo deputado Gim Argello (PTB-DF) nesta semana em Brasília. A MP, emenda à Lei Pelé, foi formulada em parceria com a ONG Atletas pelo Brasil, da qual Raí faz parte. O próprio ex-jogador foi até a capital federal para acompanhar o acordo no Congresso Nacional.

Raí lembrou sobre as dificuldades para que o projeto, de fato, vá para votação entre os deputados em Brasília. A Medida Provisória reivindica mais transparência nas administrações dos clubes de futebol, federações e confederações. Nesse contexto, Raí ainda fez críticas à perpetuação do poder, como no São Paulo, com Juvenal Juvêncio, e na CBF.

Raí condena modelo do futebol brasileiro:

"Acaba se criando um grupo de pessoas no poder que querem sempre continuar. Elas criam vínculos com federações, com os clubes, e montam regras que acabam criando um ambiente para que possa se perpetuar no poder", criticou Raí sobre um modelo comum às instituições esportivas no Brasil. "Recebe-se os recursos, tem comando para distribuir, mas não existe muita regra e transparência com esse dinheiro", analisou. 

Na sequência, Raí falou sobre a MP 615 e a dificuldade para que o projeto avance. "Alguém barrou. Houve uma mobilização política no Congresso e temos de saber quem é. Se for à votação, vamos poder saber quem é a favor e quem é contra", disse. Segundo ele, o deputado federal Romário (PR-RJ), seu companheiro no tetracampeonato mundial pela Seleção Brasileira, é favorável.

"Conversei com ele, com sua a equipe que acompanha esse processo. Quando apresentamos a emenda, ele fez observações de mudança, mostrou preocupação de uma melhor construção, para melhor chance de aprovação. Ele tem acompanhado, queremos continuar contando com o apoio dele", disse. 

Já sobre a CBF, Raí disse perceber continuidade da administração de Ricardo Teixeira agora sob o comando de José Maria Marin. Teixeira deixou o cargo depois de mais de duas décadas diante de evidentes sinais de corrupção. "Muita coisa é continuidade no modelo de gestão. Falta a questão de abrir a participação sobre as decisões. É uma coisa fechada, decidida entre poucos".

Questionado sobre o Ministério do Esporte, que já teve os comandos de Zico e Pelé, Raí disse se ver em outra esfera. Além da atuação com a Atletas do Brasil, ele comanda a Fundação Gol de Letra. "Nunca pensei na atuação política dentro do executivo ou legislativo, não me imagino nisso. Meu perfil é de contribuir mais dessa forma atual". 

Fonte: Terra
Publicidade
Publicidade