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Balotelli chega a Nápoles com agressão e reacende polêmica sobre máfia

14 out 2013
10h31
atualizado às 11h19
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A chegada de Mario Balotelli a Nápoles, cidade do sul da Itália onde a seleção local encara a Armênia na terça-feira, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, não poderia ter sido mais tumultuada. O jogador do Milan tentou agredir um câmera que gravava o desembarque dos atletas, quebrou microfones de jornalistas ali presentes e reacendeu polêmica antiga com relação à máfia italiana.

Cesare Prandelli (à dir.) posa com camisa com mensagem anti-máfia
Cesare Prandelli (à dir.) posa com camisa com mensagem anti-máfia
Foto: Getty Images

A agressão de Balotelli, claramente irritado, foi contida por policiais que escoltavam a delegação italiana: o atacante tentou atirar o equipamento ao chão, mas não conseguiu, se limitando a acertar microfones de outros jornalistas. Antes, Balotelli ainda havia colocado mensagem em seu perfil no Twitter contestando o rótulo de símbolo anti-Camorra, a máfia italiana.

Balotelli visitou bairro-sede da Camorra no passado e retomou polêmica em Nápoles
Balotelli visitou bairro-sede da Camorra no passado e retomou polêmica em Nápoles
Foto: Getty Images

“Vocês é que estão dizendo”, escreveu o jogador, que depois apagou a mensagem, substituindo-a por outra mais amena: “isso eu digo a vocês, eu venho porque o futebol é belo, e todos devem jogá-lo onde quiserem”. O simbolismo desta mensagem vai de encontro à imagem anti-máfia que deve tomar conta da passagem da seleção italiana pela cidade de Nápoles – a equipe já tem vaga garantida para a Copa de 2014.

Balotelli já foi associado à máfia antes: segundo um membro da Camorra, teria acompanhado a produção de cocaína e heroína, e até mesmo vendido por diversão. O atacante negou o fato, mas admitiu que visitou o bairro de Scampia acompanhado por membros da máfia por curiosidade, depois de ver um filme que conta a história da temida, mas desmantelada organização clandestina.

Nesta segunda-feira, a seleção italiana treinou no estádio do Quarto, clube local que era uma das propriedades da máfia: até 2001 pertenceu a membro do alto escalão da Camorra e era utilização para lavagem de dinheiro. O simbolismo que isso acarreta faz com que as declarações de Mario Balotelli sejam ainda mais fortes, o que preocupa até mesmo o presidente da Federação Italiana, Giancarlo Abete.

“É um período exigente para Mario e temos de compreender que a pressão da mídia sobre ele é excessiva”, disse o dirigente ao jornal Corriere dello Sport. “Ele não pode dar um passo, ou escrever uma palavra, sem ser interpretado de várias formas diferentes. Ele está cansado de estar no olho do ciclone. Ele é um rapaz de 23 anos que precisa crescer e melhorar, mas a pressão sobre ele é grande demais”, complementou Abete.

Trata-se de mais uma polêmica em que o jogador italiano se envolve. Nesta segunda-feira, o treinamento da seleção italiana começou com o simbólico encontro do elenco convocado pelo técnico Cesare Prandelli, autoridades e os atletas do Quarto. Uma camiseta foi exibida com a mensagem “a Camorra não vale nada”. Balotelli trabalhou normalmente.

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Fonte: Terra
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