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Pelusso justifica saída da seleção paraguaia: "fechou-se um ciclo"

11 jun 2013
15h43
atualizado às 17h44
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Gerardo Pelusso concedeu entrevista coletiva, nesta terça-feira, para explicar sua saída da seleção paraguaia. O técnico uruguaio, que se demitiu do cargo na segunda-feira (10), reconheceu que teria dificuldades para tirar a equipe da situação atual. O Paraguai é o lanterna das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2014.

<p> Técnico completaria um ano no comando do Paraguai em julho</p>
Técnico completaria um ano no comando do Paraguai em julho
Foto: AFP

"Há uma tendência de baixa na equipe da qual, infelizmente, não saímos. Fechou-se um ciclo. O problema é bem mais profundo do que se acredita e não será solucionado até que se meta o bisturi onde é preciso colocá-lo", declarou o treinador, com tom enigmático.

"Convido vocês (jornalistas) a analisarem as coisas e encontrarem o porquê desta situação. Se pararem para pensar para onde as coisas estão indo, verão que será preciso muito para que a situação seja revertida", acrescentou.

Apesar da lamentação e das críticas ao momento, Pelusso, que completaria um ano no cargo em julho, agradeceu à Associação Paraguaia de Futebol (APF) e aos jogadores, os quais eximiu da culpa pelos maus resultados.

"Tivemos tudo o que era necessário, um excelente tratamento da direção, tudo o que a seleção precisava, e só temos palavras de agradecimento para eles. Infelizmente, as expectativas não foram cumpridas, mas, apesar do momento ruim, quero destacar o respaldo tido em todos os momentos", destacou.

Pelusso foi alvo de muitas críticas da torcida e da imprensa do Paraguai após a derrota para o Chile, por 2 a 1, na última sexta-feira, principalmente, por ter deixado o atacante Roque Santa Cruz no banco.

"Foi uma opção. Acreditávamos que, se jogássemos com Cardozo como titular, com dois pontas no início do jogo, teríamos grandes chances de vencer, e que seria bom colocar Santa Cruz depois", justificou.

Pelusso chegou ao Paraguai em 2011, para treinar o Olimpia. Em julho de 2012, substitui o ex-lateral Francisco Arce na seleção, que, até então, somava quatro pontos em cinco rodadas nas Eliminatórias. Atualmente, a equipe soma oito em 12 partidas, e está a oito da Venezuela, que estaria na repescagem, caso a classificatória terminasse hoje.

Sob o seu comando, o time disputou sete partidas oficiais, com uma vitória (contra o Peru), um empate (com o Uruguai), e cinco derrotas (diante de Argentina, Venezuela, Colômbia, Equador e Chile).

"É uma experiência que agora não é das melhores, mas como profissional é muito boa. É dolorosa, mas é fantástica. Vivemos dois anos em um país que nos tratou perfeitamente bem", finalizou.

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EFE   

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