1 evento ao vivo
Logo do Seleção Boliviana
Foto: terra

Seleção Boliviana

Com algumas ausências, Sul-Americano Sub-20 promete alto grau de competitividade

17 jan 2019
08h03
atualizado às 08h03
  • separator
  • 0
  • comentários

A partir desta quinta-feira, as principais forças do futebol da América do Sul se reúnem no Chile em busca de mais do que um simples troféu para a estante de suas Confederações. Considerada a principal competição do continente, o Sul-Americano Sub-20 coloca frente a frente camisas pesadas, grandes promessas e vagas tanto para a Copa do Mundo da categoria, que será disputada na Polônia em 2020, quanto para o Pan-Americano do Peru em julho deste ano.

E para que nada passe despercebido, a Gazeta Esportiva preparou um material especial com todos os detalhes da competição, desde a fórmula de disputa, até a quantidade de vagas para cada competição, passando também pelas principais forças e grandes promessas que já brilharam e podem brilhar daqui alguns anos em suas seleções principais.

História e estreia

Realizado desde 1954, o Sul-Americano Sub-20 é disputado a cada dois anos, reunindo sempre as jovens promessas do continente. A partir da edição realizada em 1977, na Venezuela, também distribui vagas para o Mundial e o Pan-Americano da categoria.

A edição de 2019, disputada entre os dias 17 de janeiro e 10 de fevereiro, será a 29ª da história do torneio, que deixou de distribuir vagas para os Jogos Olímpicos. Desde o fim do ano passado, a Conmebol definiu retomar o Torneio Pré-Olímpico, que será disputado na Colômbia, ainda sem data confirmada, a fim de classificar as seleções para os Jogos de Tokyo no mesmo ano.

A abertura da competição em solo chileno será nesta quinta-feira, com a partida entre Venezuela e Colômbia, às 18h10 (de Brasília). A Seleção Brasileira inicia sua trajetória apenas no sábado, quando mede forças com a Colômbia, também às 18h10 (de Brasília), no Estádio El Teniente, em Roncagua.

Regulamento e grupos

Como ficou definido no sorteio realizado pela Conmebol em novembro de 2018, o Sul-Americano Sub-20 terá, ao todo, dez seleções, que foram divididas em dois grupos com cinco em cada para a disputa da primeira fase. O Grupo A conta com Chile, Colômbia, Brasil, Venezuela e Bolívia, enquanto o Grupo B reúne Uruguai, Paraguai, Argentina, Equador e Peru.

Na tradicional fase de grupos, todas as seleções se enfrentam em formato de pontos corridos e em turno único, totalizando quatro rodadas. Ao fim dos confrontos, avançam para a segunda fase os três primeiros times de cada chave.

A segunda e última fase também segue o formato de pontos corridos, com as seis seleções classificadas se enfrentando em cinco rodadas de turno único e a que somar mais pontos consagrando-se campeã da competição. Os quatro primeiros times ainda garantem vaga para a Copa do Mundo Sub-20, enquanto os três primeiros para o Pan-Americano, desde que o Peru não seja uma dessas seleções, por ser a sede do torneio. Se isso se confirmar, outra equipe herda a vaga.

Principais forças e conflitos de datas

Tradicionalmente, três seleções aparecem como as favoritas à conquista do Sul-Americano Sub-20: Argentina, Brasil e Uruguai. A Celeste, inclusive, é a atual campeã do torneio, realizado pela última vez em 2017, que teve o Equador como vice-campeão e a Seleção Brasileira amargando a quinta colocação depois de um desempenho muito ruim na segunda fase.

Apesar de, em teoria, largarem na frente, as três grandes forças do futebol Sul-Americano também terão de lidar com alguns desfalques. No caso do Brasil, por exemplo, Vinícius Júnior não foi liberado pelo Real Madrid, caso que se repetiu com as demais seleções. Ainda assim, existem bons nomes que podem brilhar em solo chileno.

As ausências de algumas estrelas, entretanto, já era esperada e também possui justificativa. Por acontecer no início do ano, o torneio coincide com a metade do calendário europeu, onde algumas equipes estão em fases importantes de seus torneios nacionais e continentais. Diante desse cenário, alguns times, como o Real com Vinícius, não liberaram os atletas para suas respectivas seleções.

Grandes promessas

Grandes ídolos do futebol Sul-Americano e Mundial já passaram pela competição, conhecida por dar visibilidade a grandes promessas. Na última edição, por exemplo, nomes como Lucas Paquetá, ex-Flamengo e atualmente no Milan, David Neres, formado no São Paulo e jogador do Ajax, além de Richarlison, com passagem pelo Fluminense e hoje no Everton da Inglaterra, fizeram parte da delegação brasileira. Na Argentina, o jovem atacante Lautaro Martínez, formado no Racing e negociado com a Internazionale, da Itália, terminou como artilheiro em 2017.

A relação de estrelas que passaram pelo torneio aumenta consideravelmente e conta com nomes renomados e de muita história quando levada em consideração edições anteriores. Nomes como Romário, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Roberto Carlos, Adriano Imperador e Bebeto, além dos argentinos Diego Maradona, Lionel Messi, Riquelme, Diego Simeone e os uruguaios Diego Godín e Edison Cavani já atuaram no Sul-Americano da categoria.

Na atual edição, mesmo com a ressalva dos desfalques devido ao conflito de datas com o calendário europeu, alguns nomes surgem como grandes promessas e geram muita expectativa: Rodrygo, do Santos e negociado com o Real Madrid, por exemplo, é a grande estrela do Brasil. Ao todo, o time canarinho conta com 20 dos 23 convocados pelo treinador Carlos Amadeu atuando no futebol brasileiro. Palmeiras e São Paulo são os times com mais representantes, cinco e quatro, respectivamente.

Na seleção da Argentina, o grande destaque é Julián Álvarez. Aos 18 anos, o atacante do River Plate não teve um papel protagonista na conquista da Copa Libertadores da última temporada, com a final realizada no Santiago Bernabéu diante do Boca Juniors, mas entrou nos minutos finais da decisão e é tratado com cautela pelo clube argentino.

No Uruguai, a esperança passa pelos pés e o talento de Nicolás Schiappacasse. Atacante, o jogador de 20 anos foi revelado pelo River Plate e vendido ao Atlético de Madrid com apenas 15 anos. Nos colchoneros, porém, ainda não recebeu oportunidades e foi emprestado ao Rayo Majadahonda, da segunda divisão espanhola, na atual temporada para ganhar minutos.

Sediando a competição, o Chile possui como grande promessa o meia Marcelo Allende, enquanto o Equador coloca suas fichas no atacante Alexander Bollaños. A Colômbia, por sua vez, tem Yeison Tolosa como principal destaque. O Peru chega com o talento de Marcos Lópes e a Venezuela com o de Enrique Peña Zauner, jogador do Borussia Dortmund, da Alemanha.

Estádios

O Sul-Americano Sub-20 será realizado em três estádios, localizados em três cidades diferentes. É o Estadio El Teniente (13.849), em Rancagua, entretanto, o palco principal do torneio, já que irá receber as partidas do Grupo A, chave do Brasil, e os duelos decisivos da segunda fase. Além dele, o Estadio La Granja (8.278), localizado em Curicó, e o Estadio Fiscal (16.000), em Talca, também receberão partidas do torneio.

Títulos

A Seleção Brasileira chega ao Sul-Americano como a maior campeã, com 11 títulos (1974, 1983, 1985, 1988, 1991, 1992, 1995, 2001, 2007, 2009 e 2011). Depois aparece o Uruguai, que além da última edição, em 2017, ficou com a taça em 1954, 1958, 1964, 1975, 1977, 1979, 1981 e 2017. Em busca da retomada do protagonismo na competição, a Argentina possui cinco conquistas (1967, 1997, 1999, 2003, 2015), enquanto a Colômbia três (1987, 2005 e 2013) e o Paraguai apenas um primeiro lugar, em 1971.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade