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Clubes de cidades que viviam do petróleo sofrem no Rio

19 jun 2017
16h10
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A queda nos royalties do petróleo nos últimos anos em cidades do Rio tem afetado diretamente os clubes de futebol que eram beneficiados, direta ou indiretamente, por esses recursos. Isso serve para explicar a queda acentuada de algumas equipes antes vistas como eventuais ameaças à hegemonia de décadas de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo no Campeonato Estadual. O maior exemplo desse declínio é o Macaé.

Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleo
Foto: Agência Brasil

Hoje, o time ocupa a última colocação geral da Série C do Brasileiro e é um dos mais cotados para o rebaixamento à Série D. Em 2016, o Macaé se livrou do descenso na última rodada.

Em 2014, o clube viveu seu auge ao se sagrar campeão da Série C. No ano seguinte, porém, já com os primeiros cortes na ajuda do município, caiu da B para a C. Atualmente, o Macaé não recebe nenhum aporte da prefeitura local.

No seu rastro vem o Americano, de Campos, outro município que sofreu com a derrocada dos royalties do petróleo. Em 2015, a cidade ficou no topo entre todas do Estado que desenvolvem atividades relacionadas ao setor: recebeu mais de R$ 618 milhões. Mas a queda já estava em curso.

O clube caiu para a Série B do Carioca em 2012 e jamais se recuperou. Anos antes, em 2002, chegou à final da competição de elite do Estado e acabou vice-campeã. Conseguiu ao longo dos anos seguintes classificações superiores aos grandes. Mas, recentemente, estacionou no segundo escalão do Rio.

O Quissamã, nome do clube de outra cidade do norte fluminense, foi o que mais acusou a crise dos royalties do petróleo. Depois de uma participação inédita na Série A do Carioca em 2013, a equipe não conseguiu se sustentar, sofreu o descenso e, já sem recursos da prefeitura, decidiu encerras suas atividades esportivas em 2014.

O problema também se estende a outros clubes de cidades do Estado do Rio que passaram a ter repasse menor de royalties, como a Cabofriense, de Cabo Frio, e o Rioostrense EC, da cidade de Rio das Ostras.

Apesar dos cortes, esses clubes se mantêm com patrocínios locais e, no caso da Cabofriense, com a verba da TV - o time disputou a fase preliminar da Série A do Carioca de 2017 e se manteve na disputa para 2018, embora não tenha jogado contra os grandes neste ano.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti

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