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Clubes acirram rivalidade por novos patrocínios nas camisas

Corinthians acertou com duas marcas parceiras do São Paulo em 2018 e anunciou o BMG, que concorre com a Crefisa

3 fev 2019
04h40
atualizado às 12h44
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O começo de ano mostrou uma disputa acirrada entre os clubes em busca de patrocinadores. Valorizar a camisa, aumentar a verba e fechar um bom contrato mexeu até com os torcedores. O Corinthians acertou com dois ex-parceiros do São Paulo e ainda assinou acordo com o BMG, principal concorrente da Crefisa, que renovou com o Palmeiras na última semana. O Santos perdeu o patrocínio da Caixa e, dos quatro clubes do Estado, é quem menos está faturando com seu uniforme.

O Palmeiras lidera com folga essa disputa com R$ 81 milhões pagos pela Crefisa. O Corinthians aparece em segundo lugar na corrida com seus R$ 31 milhões, o São Paulo tem R$ 19 milhões e o Santos, R$ 6 milhões. Os valores não são oficiais e foram apurados pelo Estado. Também podem sofrer variações.

O clube alviverde, por exemplo, ganhará mais R$ 15 milhões de luvas por ano pela renovação da parceria, outros R$ 6,8 milhões em propriedades de marketing (parte do salário de Lucas Lima e Borja) e uma premiação no valor de R$ 34 milhões em caso de conquista de todos os torneios possíveis.

O Corinthians inovou no modelo de parceria com seu patrocinador master e se tornou sócio do BMG em um banco digital - a plataforma será lançada em um mês e o clube ficará com 50% do lucro. A diretoria prefere não estipular um teto de quanto poderá faturar, mas o presidente Andrés Sanchez prometeu grande surpresa ao torcedor a cada 200 mil novos correntistas.

Foto: Marco Galvão/Fotoarena / Estadão Conteúdo

O diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg informou que o clube recebeu R$ 30 milhões de adiantamento - R$ 24 milhões referente à exposição da marca na camisa em 2019/20 e R$ 6 milhões de eventual lucro da nova parceria.

"Acreditamos que patrocínio de camisa nunca mais será o mesmo, as marcas depois da era digital não vão mais querer apenas um outdoor, mas sim um parceiro de negócios que corra riscos junto com ela", disse.

A chegada do BMG serviu até agora ao menos para gerar mais rivalidade entre os torcedores nas redes sociais. As instituições se provocaram pelo Twitter e gerou o aumento de milhares de seguidores. O Corinthians conta ainda com outros cinco patrocinadores. Dois deles, a Poty e a Joli, estavam no uniforme do rival São Paulo na temporada passada.

O clube tricolor optou por não renovar com essas marcas em 2019, justificando com a necessidade de deixar o uniforme mais "limpo". Mas isso, por outro lado, diminuiu sua receita. O São Paulo está com apenas três parceiros e nesta sexta o diretor executivo de marketing Luiz Fiorese, que estava há quase um ano no cargo, foi demitido, sob a justificativa de que a camisa estava pouco valorizada.O master do time também é uma instituição financeira: o banco Inter.

Dos quatro paulistas, o Santos vive situação mais complicada, pois perdeu o apoio da Caixa, que em 2018 rendeu ao clube R$ 10 milhões. O executivo de marketing, Marcelo Frazão, acredita que o uniforme poderá contar com a exposição de até sete marcas. "O principal objetivo é o financeiro, de maximizar receita. O futebol brasileiro ainda não pode dar ao luxo de priorizar a questão estética e ter poucos logos na camisa. É necessário fatiar o investimento entre os espaços do uniforme."

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Estadão
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