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STJD julga caso de racismo contra goleiro do Operário na 5ª

10 set 2014
23h36 atualizado às 23h40
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23h36 atualizado às 23h40
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Igor diz que terá que fazer terapia para superar xingamentos
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) marcou para quinta-feira da próxima semanaq, dia 18 de setembro, o julgamento do caso de injúria racial envolvendo o goleiro do Operário-MT, Igor Lemos Cajuhy, 31 anos. Parte da torcida do Tombense, de Tombos (MG), xingou o atleta de "macaco" e também, ironicamente, de "afrodescendente" e "Aranha". O fato aconteceu no último domingo (7).

A informação sobre a data do julgamento é do presidente do Operário-MT, Geovane Banegas. Assim, ele espera que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puna o Tombense com a suspensão na Série D do Campeonato Brasileiro, a exemplo do que aconteceu com o Grêmio, após torcedores terem sido flagrados xingando o goleiro Aranha, do Santos, em duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

No âmbito policial, segue o inquérito que complica o torcedor Rafael Pereira de Castro, 32 anos, que foi identificado e preso no dia do jogo. O baiano Igor, que começou no futebol no Vitória e já jogou em vários times, afirma que é comum um goleiro ser xingado de todas as formas, mas jamais tinha se sentido tão ofendido. "Nunca tinham agredido minha integridade, minha identidade, minha raça, minha cor, da qual me orgulho muito".

Fonte: Especial para Terra
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