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Brasileiro Série D

Bom Senso cita quebra de acordo e elege atritos com cartolas

4 nov 2014
18h41
atualizado às 22h28
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O Bom Senso FC, movimento de jogadores que busca mudanças no futebol brasileiro, manifestou-se na tarde desta quarta-feira através de redes sociais para falar sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, em trâmite nas instâncias políticas brasileiras. Em manifesto, o grupo citou que o projeto não recebe atenção do grande público e apontou nove diferenças entre sugestões dos atletas e as vontades dos dirigentes dos grandes clubes, que teriam feito uma "quebra explícita de acordo" com o movimento.  

A Lei de Responsabilidade Fiscal visa regulamentar o futebol brasileiro em termos financeiros, estatuários e de coleta de impostos - o principal interesse dos clubes é o refinanciamento das dívidas com o governo, mas as equipes terão contrapartidas, como pagar salários dos atletas em dia. O projeto já teve a votação adiada no congresso e recebeu o apoio da presidente Dilma Rousseff, que se encontrou com membros do Bom Senso no primeiro semestre.

Veja abaixo texto divulgado pelo Bom Senso: 

Enganamo-nos quando dissemos que o estado do futebol brasileiro é consequência de mero descaso. A experiência das últimas semanas — com a quebra explícita de um acordo entre Bom Senso FC e Clubes — demonstra de forma irrefutável que o retrocesso é, na verdade, fruto deliberado de um conjunto de forças malsãs que trabalha intensa e consistentemente em favor do atraso.

Muito em breve o futebol brasileiro passará por mais uma decisão. Sem grande público, mas repleto de jogadas, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte deve ir à votação na Câmara dos Deputados. Vossas Excelências serão os responsáveis pela escolha, e nosso papel será de deixar claro o que está em jogo.

Foto: Facebook / Reprodução

1. Os atletas defendem o teto salarial, com a inclusão do custo futebol limitado a 70%;
Os cartolas são contrários.

2. Os atletas defendem que dirigentes da CBF tenham mandatos de apenas quatro anos com limite a uma recondução, com o enquadramento no art. 18-A da Lei 9615/98;
Os cartolas excluíram esse artigo do projeto de lei.

3. Os atletas querem ter poder de voto nas entidades de administração (Federações e CBF);
Os cartolas retiram essa possibilidade do projeto de lei.

4. Os atletas defendem a inegibilidade por 10 anos de dirigentes punidos por gestão temerária nas entidades de administração (Federações e CBF);
Os cartolas não preveem qualquer tipo de punição a dirigentes de Federação e CBF.

5. Os atletas defendem a fiscalização do cumprimento do direito de imagem;
Os cartolas não.

6. Os atletas defendem que os clubes inadimplentes sejam punidos já em 2016;
Os cartolas querem que as punições só valham a partir de 2019.

7. Os atletas defendem que o Órgão Fiscalizador seja composto por Treinadores, Executivos, Árbitros, Atletas, Patrocinadores, CBF e Clubes;
Os cartolas defendem apenas representantes da CBF (na função pré-determinada de presidente), Clubes, CFC, OAB e Atletas.

8. Os atletas defendem o prazo de 90 dias para criação do Órgão Fiscalizador;
Os cartolas retiram esse prazo do projeto de lei.

9. Os atletas definem o ato de gestão temerária;
Os cartolas incluem ressalva ampla ao conceito.

Com a esperança e a convicção de que Vossas Excelências votarão com bom senso, colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre a nossa proposta de emendas ao projeto de lei.

Fonte: Terra
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