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Brasileiro Série C

Presidente refuta falência da Lusa se cair para a Série D

16 set 2016
09h02
atualizado às 14h02
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Passando pelo momento mais crítico de sua história, a Portuguesa definirá no próximo domingo se permanece na Série C do Campeonato Brasileiro ou se cai para a quarta divisão do futebol nacional. Com uma dívida em torno dos R$ 200 milhões, o clube, no entanto, não irá à falência mesmo com o eventual descenso, segundo o presidente José Luiz Ferreira de Almeida.

Penúltima colocada do Grupo B, a Lusa precisa derrotar o Tombense, em Minas Gerais, no próximo domingo, e contar com um tropeço do Macaé diante do Botafogo de Ribeirão Preto, no Rio de Janeiro, para ao menos se manter na Terceirona.

Portuguesa precisa vencer seu jogo no domingo e torcer pelo tropeço do Macaé para evitar o rebaixamento à Série D
Portuguesa precisa vencer seu jogo no domingo e torcer pelo tropeço do Macaé para evitar o rebaixamento à Série D
Foto: Dorival Rosa/Portuguesa

"Não fecha se cair para a Série D. Quantos times tiveram essas quedas e voltaram? Fechar, não fecha. Mas confio que não vamos cair, vamos ganhar no domingo", disse o mandatário, durante entrevista coletiva concedida na última quinta-feira, no Canindé.

Penhorado por processos trabalhistas que se desenrolam desde o início dos anos 2000, o estádio, inclusive, deverá ir a leilão no dia 7 de novembro. Caso não consiga a impugnação, a Portuguesa não terá mais direitos sobre sua parte do terreno - 45% da área total (os outros 55% pertencem à Prefeitura de São Paulo) -, avaliada em R$ 154 milhões, quantia inferior à da avaliação do clube e insuficiente para saldar os débitos.

"É um número que está sendo estudado ainda. É muito grande, vale muito mais que R$ 200 milhões", assegurou.

Visando evitar o pior, o clube diz contar com apoio jurídico de "advogados de renome" para adiar o leilão. Há, também, o projeto de conseguir um investidor para comprar a totalidade do terreno, incluindo a parte que pertence à prefeitura, modernizando clube e estádio.

Diante desse cenário, José Luiz Ferreira buscará soluções só até dezembro, mês de eleições no clube. O dirigente não deverá tentar um novo mandato por conta de suas obrigações no escritório de advocacia pelo qual trabalha.

"Não deixo legado nenhum porque tive mandato de seis meses. Fui candidato único em abril, mesmo assim minha candidatura foi impugnada. Tive que ir à Justiça para ser eleito e, no entanto, estou tentando salvar a Portuguesa, porque se ela não se salvar, vai acabar", alertou o dirigente.

Questionado se pretende esmiuçar o "caso Héverton", responsável pela queda da Portuguesa à Série B do Brasileirão, em 2013, Ferreira diz não ser essa a prioridade do clube no momento. Na ocasião, o jogador foi escalado de maneira irregular na última rodada do campeonato - empate sem gols com o Grêmio, no Canindé -, fazendo com que a Lusa fosse punida pelo Superior Tribuna de Justiça Desportiva (STJD) com a perda de quatro pontos, caindo de divisão e livrando o Fluminense do descenso.

"A Portuguesa foi enterrada após o caso de 2012, do Fluminense. Sinceramente, não estou preocupado com isso agora. Depois de salvar o clube, vamos atrás disso e dos responsáveis", concluiu.

O primeiro passo para a salvação é vencer o Tombense, neste domingo, às 16 horas (de Brasília), em Tombos, Minas Gerais. Certo é que, após o confronto, o departamento de futebol do clube deverá entrar de férias até janeiro, quando a equipe iniciará a preparação para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista.

 

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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