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A saga do América-MG para tentar fugir do sexto rebaixamento

Em 18º lugar no Brasileirão, equipe mineira quer evitar sexta queda da Série A para a B

8 nov 2018
14h31
atualizado às 14h33
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América-MG e Santa Cruz são os recordistas de rebaixamento da Primeira para a Segunda Divisão do Brasileiro, com cinco quedas cada. Em 18º lugar no campeonato, o time mineiro pode se isolar nesse ranking se não começar a reagir. A equipe pernambucana este ano parou nas quartas de final da Série C.

Esse vaivém entre clubes de tradição, embora de menor peso no cenário nacional, é uma constante no Brasileiro e os torcedores do América sabem bem disso. A cada comemoração pelo acesso sucede um nervosismo sem fim pela campanha que vai ser feita no ano seguinte na Série A.

Matheusinho comemora gol pelo América-MG contra o São Paulo pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro 2018
Matheusinho comemora gol pelo América-MG contra o São Paulo pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro 2018
Foto: Antonio Cicero/Photopress / Gazeta Press

Desde 1980, quando a Série B do Brasileiro passou a ser disputada regularmente, o América-MG não obteve classificação suficiente que lhe permitisse disputar duas edições seguidas da Série A. De 1980 a 1985 esteve na Série B. Em 1986, a CBF organizou um torneio paralelo, que tomou a vez da Segunda Divisão, para definir quatro acessos à elite do Brasileiro daquele mesmo ano.

Em 1987, o América-MG disputou o Módulo Azul do Brasileiro, equivalente à Segunda Divisão, e permaneceu na Série B até 1989, quando caiu para a Terceira. Em 1990, obteve o vice-campeonato na Série C e voltou para a B em 1991. Um ano mais tarde, chegaria à principal divisão com o sexto lugar na B de 1992.

Rebaixamento questionado na Justiça

Exatamente naquele momento começava a saga do América-MG para se fixar entre os grandes do Brasil. Mas logo na edição de 1993 sofreu seu primeiro rebaixamento, questionado na Justiça por causa do regulamento que protegia os integrantes do Clube dos Treze – os gigantes não podiam cair e o América, que fez melhor campanha que vários deles, acabou na degola.

Por causa de sua briga na Justiça comum, o time foi banido de duas edições do Brasileiro – de 1994 e 1995. Voltou à B em 1996, quando terminou em quinto. No ano seguinte, sagrou-se campeão da Segunda Divisão.

O ano de 1998 prometia para sua torcida, afinal, o América estava de volta ao convívio com os grandes do Brasil. Mas, a alegria durou pouco. Terminou a competição em 21º lugar. Novo rebaixamento. Em 1999, bateu na trave e quase subiu. Em 2000, na maior salada da história do Brasileiro, o regulamento dos anos anteriores foi rasgado e o campeonato agrupou 116 clubes - o time foi convidado a fazer parte do Módulo Azul, desta vez em companhia da nata do futebol do País. Teve campanha apenas razoável.

Mas acabou disputando a Série A de 2001, com 28 clubes. Ficou em 26º e caiu mais uma vez. Amargou a Série B em 2002 e 2003 e teve outro revés em 2004, com o descenso para a Série C, de onde só saiu com o título em 2009. Na Série B de 2010 obteve o quarto lugar e voltou a alegrar seus torcedores com novo acesso à elite.

Mas, por pouco tempo. Na edição da Série A do Brasileiro de 2011, terminou em 19º e tombou outra vez. Vieram então mais quatro participações na Série B até que em 2015, com outro quarto lugar, carimbou seu ingresso para a Primeira Divisão.

Sobe e desce

Seria 2016 o ano em que o América-MG, enfim, brilharia na Série A? Que nada. O time acabou como o lanterna da competição e regressou para o purgatório da Série B em 2017. Menos mal que a campanha do ano passado foi repleta de êxito e o time se sagrou campeão da Segunda Divisão, deixando o Internacional como vice.

Ufa, o retorno para a Série A estava garantido. O sonho se realizaria em 2018, imaginavam seus torcedores, esperançosos de que o destino deixasse de ser tão cruel com eles.

No entanto, finalizadas 32 rodadas da edição atual do Brasileiro, o que se vê lá pelas bandas do América-MG é o mesmo cenário das últimas décadas. Claro que ainda dá tempo de mudar essa história. Resta convencer boa parte de sua torcida de que isso é possível.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti

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