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Brasil vive expectativa do sorteio dos grupos da Copa

5 dez 2013
15h38
atualizado às 15h38

O pentacampeão Brasil, que joga a Copa do Mundo-2014 no quintal de casa, é o grande favorito, mas o fato de ser o país-sede e cabeça de chave não garante um grupo fácil em função do formato escolhido pela Fifa para o sorteio desta sexta-feira.

A 188 dias do pontapé inicial (12 de junho em São Paulo), Luiz Felipe Scolari, que voltou ao comando da seleção no ano passado, vai rezar para que Cafu, seu capitão na conquista do penta em 2002, traga sorte. O ex-lateral direito será um dos grandes da história do futebol escolhidos para participar do sorteio.

Debaixo do sol da Costa do Sauípe, num resort luxuoso a 70 km de Salvador, Felipão já sua frio com as possibilidades deste sorteio, que tem início marcado para 14h00, horário de Brasília.

"Todos querem participar da Copa do Mundo ao ver a paixão dos brasileiros pelo futebol", disse nesta quinta-feira o ex-craque Ronaldo, que marcou dois gols diante da Alemanha, na final do Mundial de 2002, e viajou o mundo como embaixador da competição.

Nesta edição do sorteio, na 1ª etapa será sorteada uma das nove equipes europeias que não são cabeças de chave (pote 4) para fazer parte do pote 2 (sul-americanos e africanos). Esta seleção ficará obrigatoriamente no grupo de um cabeça de chave sul-americano, Brasil, Argentina, Colômbia ou Uruguai.

Este sul-americano herdará então dois representantes do velho continente no grupo, já que ainda terá que sortear uma equipe do pote 4, no qual o Portugal de Cristiano Ronaldo, a Itália de Balotelli e a Holanda de Robben podem estar esperando.

Um grupo da morte seria possível neste caso. No sorteio-teste desta quinta-feira, por exemplo, França, Itália e Austrália caíram no Grupo A do Brasil.

Caso este grupo se confirmar na sexta-feira, pela primeira vez na história das Copas três campeões mundiais fariam parte da mesma chave.

Os brasileiros, mesmo assumindo o papel de favoritos após a volta de Felipão há um ano (com o título da Copa das Confederações conquistado com brilho em julho), ainda temem a França, desde a fatídica final do Mundial-1998, que teve como protagonista um certo Zinedine Zidane, que também estará presente no sorteio desta sexta-feira.

O Brasil, evidentemente, reza por um sorteio tranquilo, que poderia colocar em seu grupo Argélia, Austrália e Bósnia, por exemplo.

"Não estou preocupado", disse o ex-jogador da seleção Bebeto, que também admitiu preferir um grupo "tranquilo" para o Brasil.

Nadando contra a corrente, Zinedine Zidane acredita que a França precisa de um grupo duro.

"Nunca há bons sorteios, mas um grupo difícil, logo de entrada, seria melhor para a França, que precisaria entrar ligada na competição", explicou.

A vantagem de ser o país-sede é que a equipe de Neymar, mesmo não sabendo ainda contra quem vai disputar, sabe com antecedência onde jogará, já que herdará automaticamente a posição 1 do Grupo A, com partidas em São Paulo (12 de junho), Fortaleza (17) e Brasília (23).

Os fãs de futebol do mundo todo - a cerimônia de sorteio, que terá duração de uma hora e meia, será transmitida para 193 emissoras - se interessarão também por descobrir o destino reservado para uma Espanha tida como envelhecida e uma Alemanha impressionante, além da Inglaterra de Rooney, a Argentina de Messi ou ainda o Uruguai de Suárez.

Num Brasil de 200 milhões de habitantes, onde o futebol é uma religião, a tensão e a paixão serão palpáveis nesta sexta-feira. Das 30 rádios credenciadas para cobrir o sorteio, 17 são brasileiras.

O jornal O Globo já deixou o suspense pairando na Costa do Sauípe, ao afirmar que Pelé seria o convidado surpresa e que o 'rei do futebol' teria um "papel especial" na cerimônia.

"O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo, o único a ter vencido cinco vezes, e o país -com todo respeito aos outros grandes jogadores do planeta- que teve o maior de todos, Pelé", declarou esta semana o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. O palco está montado.

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