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Boca agradece preocupação do River para ajudar em pedido de adiamento da final

Equipe entraram em comum acordo junto à Conmebol para marcar duelo decisivo da Libertadores para este domingo

24 nov 2018
23h23
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O entendimento entre as diretorias de River Plate e Boca Juniors foi fator fundamental para provocar o adiamento da finalíssima da Copa Libertadores para domingo, em função dos incidentes ocorridos nos arredores do Monumental de Nuñez neste sábado, para quando a partida estava marcada. Esse foi o discurso adotado pelos dirigentes de ambos os clubes após a Conmebol remarcar o duelo para as 18 horas (de Brasília) de domingo.

Na chegada ao estádio do River, o ônibus que transportava os jogadores do Boca foi apedrejado por torcedores rivais. O incidente provocou lesões na região dos olhos de dois jogadores, os meias Pablo Pérez, que é o capitão do time, e Gonzalo Lamardo. Além disso, outros atletas passaram mal, pois um artefato contendo gás pimenta também foi atirado no veículo.

Inicialmente, a Conmebol apenas postergou o início da partida, em decisão que desagradava o Boca Juniors. Mas um acordo entre os clubes provocou o adiamento da partida para domingo, quando será conhecido o campeão da Libertadores - o primeiro jogo da final, no estádio de La Bombonera, terminou empatado em 2 a 2.

"Como dirigente de futebol e argentino, fico envergonhado. O Boca pediu (o adiamento) porque não podia jogar. As pessoas do River se preocuparam e apoiaram o que dissemos", declarou Daniel Angelici, o presidente do Boca Juniors. "As partidas se ganham e se perdem no campo", acrescentou.

O presidente do Boca espera que as condições sejam menos adversas na finalíssima deste domingo. "Esperamos que possamos jogar em paz", concluiu o dirigente do Boca, em entrevista ao Fox Sports, pedindo calma para o confronto de domingo.

O presidente do River, Rodolfo D'Onofrio, ecoou as palavras do dirigente do Boca e apontou que a disputa não seria justa se a final tivesse sido realizada neste sábado. "O Boca não estava em condições psicológicas de jogar e não deve haver vantagens de nenhum tipo", afirmou.

Além disso, D'Onofrio defendeu punição severa aos responsáveis pelo ataque ao ônibus do Boca. "Espero que sejam tomadas as medidas para que a final seja uma festa. Identifiquem e prendam os culpados", acrescentou.

Estadão
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