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Base do Flamengo volta ao trabalho com a presença de sobreviventes de incêndio

Garotos de 14 a 17 anos iniciam a temporada com atividades na sede de Gávea; treinos serão em outra cidade

11 mar 2019
12h02
atualizado às 12h08
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Os garotos das categorias de base do Flamengo voltaram nesta segunda-feira ao trabalho no clube. Pouco mais de um mês depois do incêndio e das dez mortes no alojamento do Ninho do Urubu, jogadores de 14 a 17 anos se apresentaram na Gávea para retomarem a rotina de trabalhos. Entre os atletas estão sobreviventes da tragédia, inclusive dois que se feriram e foram hospitalizados.

Com o Ninho do Urubu interditado pela Prefeitura do Rio, as atividades têm se concentrado na Gávea, onde o elenco profissional também tem treinado. Os garotos chegaram ao local pela manhã para uma reunião com os coordenadores das categorias de base, para conversarem e serem apresentados ao cronograma de treinos. Neste primeiro dia não haverá atividade no campo.

O incêndio no alojamento em 8 de fevereiro causou a morte de dez garotos e feriu outros três. Dois deles, Cauan Emanuel e Francisco Dyogo chegaram a ficar internados no hospital, mas voltaram ao trabalho no clube. O outro ferido, Jhonata Ventura, continua sob cuidados médicos e apesar de não ter previsão de alta, tem apresentado melhoras.

Outros 13 garotos que estavam no alojamento na noite do incêndio e conseguiram escapar sem ferimentos também se apresentaram ao clube nesta segunda-feira. O Flamengo decidiu realizar os treinos das categorias da base no CT do Audax, em São João de Meriti. O início será nesta terça. A categoria sub-20 terá o primeiro compromisso do ano na quinta-feira, às 15h, pela Copa do Brasil da categoria, diante do Ceilândia (DF), em Volta Redonda.

A diretoria do Flamengo tem tentado a liberação do Ninho do Urubu, ao mesmo tempo em que negocia indenizações com as famílias das vítimas do incêndio. Até o momento, somente uma delas aceitou o valor proposto pelo clube. As outras aguardam uma nova rodada de reuniões, depois de a primeira rodada de negociação coletiva não ter resultados.

Estadão
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