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Árbitro brasileiro na Copa destaca treino para utilização do VAR: 'Estamos prontos'

Sandro Meira Ricci vê juízes 'preparados mentalmente para serem corrigidos' e recomenda 'mente aberta'

13 jun 2018
11h04
atualizado às 11h16
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A arbitragem brasileira estará na abertura da Copa do Mundo. Sandro Meira Ricci foi anunciado ontem como quarto árbitro da partida entre Rússia e Arábia Saudita, nesta quinta-feira, no estádio de Luzhniki, em Moscou. Ele estava cotado para ser o árbitro principal, mas perdeu a concorrência para o argentino Nestor Pitana, que será o primeiro árbitro da Copa.

Em sua segunda Copa do Mundo, Ricci afirma que a principal diferença da arbitragem em relação à Copa do Brasil é a utilização do árbitro de vídeo (VAR), recurso de vídeo que vai auxiliar o juiz em lances polêmicos e será utilizado pela primeira vez no maior torneio de futebol do planeta. "Não tivemos o VAR na Copa no Brasil. Essa é a grande diferença entre os dois Mundiais. Nós nos preparamos bastante, desde 2016, fizemos seminários, simulações e estamos prontos", afirmou o brasileiro.

Ricci considera que os árbitros estão preparados - tecnicamente e psicologicamente - para serem eventualmente corrigidos pelo árbitro de vídeo. "Se ele não atender ao auxílio do VAR, ele pode estar cometendo dois erros. Os árbitros estão preparados mentalmente para serem corrigidos. É preciso ter a mente aberta para trabalhar pelo bem do futebol", afirmou.

O anúncio do árbitro da abertura foi o ato mais importante de um dia dedicado aos "homens de preto". Pela manhã, sete dos 35 juízes que vão trabalhar no Mundial treinaram simulações com equipes sub-20 no campo do Lokomotiv, em Moscou, em uma atividade aberta para a imprensa.

Foram simuladas situações de jogo para tentar enganar os juízes, que utilizaram a tecnologia de vídeo. Ao longo da partida, sete juízes se revezavam. No período da tarde, Pierluigi Collina, presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, e Massimo Bussaca, diretor do órgão, detalharam as recomendações para os juízes. Bussaca afirmou que os erros graves não serão perdoados. "O árbitro que cometer um erro grave não vai mais apitar. Por isso, estamos investindo na tecnologia para evitar erros", afirmou.

Para os jogos do Mundial, a Fifa vai utilizar 35 câmeras e uma ilha de edição durante as partidas. Quatro juízes serão utilizados somente para cuidar do VAR, fornecendo informações ao quarteto de arbitragem.

Colina informou que os assistentes foram orientados a não levantar a bandeira em caso de dúvida em jogadas de impedimento. A ordem é deixar o jogo prosseguir para que o lance seja analisado posteriormente pelas lentes do VAR.

Estadão Conteúdo

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