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Apresentado pelo Flu, Fernando Diniz diz que assume 'maior desafio da carreira'

Técnico afirma conhecer problemas do clube e que será possível emular sucesso obtido no Audax

20 dez 2018
13h26
atualizado às 13h26
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Anunciado como novo técnico do Fluminense na última quarta-feira, Fernando Diniz foi oficialmente apresentado como treinador do time nesta quinta, no CT da Barra, no Rio, onde comentou sobre o retorno para a equipe que ele defendeu como jogador, entre 2000 e 2003, período em que foi campeão carioca pelo clube, em 2002.

Logo no início de sua apresentação, na qual ganhou uma camisa tricolor com o seu nome inscrito nas costas, Diniz ressaltou, em entrevista coletiva: "Acredito que seja o maior desafio da minha carreira. Tenho uma história no clube e decidi com meu coração. Tive muita vontade de vir e a ideia foi amadurecendo. Certeza que fiz a melhor opção".

O novo comandante chegou para ocupar o posto que ficou vago após a saída de Marcelo Oliveira, demitido após a eliminação da equipe tricolor diante do Athletico-PR na semifinal da Copa Sul-Americana. E terá a complicada missão de conduzir a reformulação do elenco em um momento no qual o clube enfrenta sérias dificuldades financeiras.

Em meio a este cenário complicado, o Flu tem vários jogadores que estão de saída para outros times, como são os casos de Sornoza e Richard, vendidos ao Corinthians, e de Ayrton Lucas, negociado com Spartak Moscou, da Rússia. Mesmo assim, o treinador está convicto de que poderá ter sucesso, independentemente da qualidade técnica do seu grupo de atletas.

"Para tudo tem uma solução. Chego sabendo dos problemas do Fluminense, das dificuldades. O Fluminense precisa de ajuda e venho para ajudar. Tenho muita identificação com o clube, foi uma honra defender o Flu por três anos. Espero resgatar essa história e dar minha colaboração para o clube viver dias melhores", projetou.

Diniz estava desempregado desde o final de junho, quando foi demitido pelo Athletico-PR. O comandante assinou vínculo para dirigir a sua nova equipe até dezembro de 2019 e agora espera reeditar o melhor momento de sua carreira como treinador, vivido em 2016, quando levou o surpreendente Audax à final do Campeonato Paulista.

"Acredito muito que é possível implantar o sucesso do Audax. É preciso tempo. Com o Athletico, perdemos pela primeira vez no dia 5 de maio. Depois de um mês, o trabalho maravilhoso era trágico. Essa oscilação das pessoas no futebol eu não tenho. Meu olhar é mais frio. Sei que as derrotas causaram insegurança e geraram minha saída. Mas tinha muita coisa boa e muita coisa a melhorar", ressaltou Diniz, sem esconder a mágoa por ter o seu trabalho interrompido com a sua demissão no time paranaense.

Antes de iniciar esta nova passagem pelo Flu, o técnico prometeu "muito trabalho", com o qual crê que poderá superar as limitações técnicas do elenco e as dificuldades financeiras do clube. "Clube ideal não existe para ninguém. Temos que nos moldar à realidade para fazer ela virar algo ideal. Sei as condições que o Flu tem para me oferecer. Acredito na força do trabalho e chego mais maduro", disse.

Estadão
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