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Após atenção à defesa, Aguirre aposta em trio para melhorar ataque

2 mai 2018
08h03
atualizado às 08h03
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Após quase dois meses à frente do São Paulo, Diego Aguirre vem cumprindo a cartilha de um técnico em início de trabalho. O uruguaio se preocupou primeiro em tornar o sistema defensivo mais seguro para depois ajustar o ataque. E vem tendo êxito na empreitada.

Nos dez jogos em que Aguirre esteve à beira de campo, o Tricolor sofreu sete gols - média de 0,7 por partida. A marca é apenas um pouco melhor à de Dorival Júnior, seu antecessor. Em 14 duelos sob o comando do técnico demitido em março, o time foi vazado dez vezes - média de 0,71.

No entanto, especialmente nos últimos compromissos, a zaga são-paulina se mostrou mais sólida. Tanto que é a melhor neste início de Campeonato Brasileiro, com apenas um gol sofrido em três rodadas, empatada com Atlético-PR, Palmeiras, Internacional e Santos.

Pesou a favor da evolução defensiva o sistema com três zagueiros implementado por Aguirre. Protegidos por Jucilei e Petros, Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Bruno Alves vêm se revezando atrás e estão adquirindo cada vez mais entrosamento.

Por outro lado, o São Paulo tem demonstrado dificuldades na frente. Foram oitos gols anotados nas últimas dez partidas (média de 0,8), das quais quatro o time passou em branco. Nesse período, inclusive, só marcou mais de um gol em um único jogo em duas oportunidades (2 a 0 no São Caetano e 2 a 2 com o Atlético-PR).

Para efeito de comparação, com Dorival Júnior neste ano, o Tricolor teve média de um tento por partida, balançando as redes adversárias 14 vezes. De qualquer forma, Diego Aguirre aposta no entrosamento entre o trio formado por Nenê, Everton e Diego Souza para melhorar o desempenho ofensivo da equipe.

"Não é fácil arrumar um time rápido. São três jogadores que, com uma continuidade de jogos, seguramente terão mais conexão. Estamos encontrando um caminho, o São Paulo está melhorando", afirmou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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