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Ao L!, Elton fala sobre disputa no meio de campo e analisa início do Juventude no Brasileirão

Volante apresenta bons números e luta por uma vaga no meio de campo do time de Marquinhos Santos. Gaúchos ainda não venceram, foram dois empates e uma derrota

16 jun 2021 14h12
| atualizado às 16h23
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Elton chegou ao Juventude no início da temporada e disputou 13 partidas (Divulgação/Juventude)
Elton chegou ao Juventude no início da temporada e disputou 13 partidas (Divulgação/Juventude)
Foto: Lance!

O Juventude retornou à elite do futebol brasileiro depois de treze anos. Contudo, a equipe gaúcha ainda não venceu no Campeonato Brasileiro e buscará o primeiro triunfo nessa quarta, às 21h30, diante do Palmeiras, no Alfredo Jaconi. Em entrevista ao LANCE!, o volante Elton analisou o momento da equipe na temporada e falou sobre seu desempenho na briga por uma vaga no meio de campo da equipe gaúcha.

Ao longo da temporada, existe uma boa disputa por um lugar no meio de campo do time dirigido pelo técnico Marquinhos Santos. O Juventude apresenta bons números quando o camisa 5 está em campo. Ao todo, foram seis vitórias, quatro empates e três derrotas, com 53,8% de aproveitamento. Em compensação, sem Elton, os gaúchos venceram uma, com um empate e três derrotas, e apenas 10,3%.

- Não sabia, até porque não fico reparando em números. Fico muito focado em melhorar cada vez mais e centrado dentro de campo. Existe a parte técnica, tática, física, então não tenho tempo para ver essas estatísticas, até porque são dados que não vão mudar em nada meu rendimento. Mas é legal, bacana saber que venho conseguindo ajudar o Ju de forma efetiva nos jogos, fico feliz com isso, sinal que o trabalho vem sendo bem feito - disse o volante, e completou sobre a disputa no setor.

- Uma disputa bem sadia, todos buscam seu espaço mas sempre respeitando o outro. Sabemos que tem o Castilho, João Paulo, Matheus Jesus que chegou agora, enfim. O importante é que todos que estão aqui é em prol do Juventude e só vamos conseguir nos destacar se o grupo não tiver vaidade. Aí sim, podemos ir longe e dessa forma todos ganharem uma visibilidade - completou.

Como grande parte das equipes recém-promovidas, o jogador revelou que em primeiro lugar o Juventude deve pensar em pontuar para garantir a permanência. Para ele, a equipe deve ligar o alerta por ainda não ter vencido no Brasileirão e ter calma para reencontrar o caminho das vitórias, sobretudo no Alfredo Jaconi.

- O primeiro passo, assim como a imensa maioria dos clubes que sobem da B para a A, é a permanência. Não adianta enganar o torcedor e falar que vamos brigar por pré-libertadores. Claro que queremos muito, mas temos que ter pés nos chão e primeiro temos que fazer a pontuação para não correr riscos e depois pensar em algo maior - analisou, e completou.

- Sim (ligar o alerta), mas sem desespero. O discurso de "o campeonato é longo" aqui não entra. Já se foram três rodadas e quando piscarmos o primeiro turno já terá terminado, então temos que pensar em vencer, mas não há motivo para pânico também. O planejamento da equipe é fazer no seis ou sete pontos nas próximas três rodadas. Sabemos que serão adversários complicados, mas se a gente não traçar metas curtas, vamos nos embolar no planejamento - analisou.

Elton foi titular contra o Santos, na Vila (Divulgação/Juventude)
Elton foi titular contra o Santos, na Vila (Divulgação/Juventude)
Foto: Lance!

Ao longo de sua história, o Juventude sempre teve seu estádio como um fator decisivo para boas campanhas. Foi assim no título da Copa do Brasil em 1999, quando derrotou o Botafogo no Alfredo Jaconi por 2 a 1. Elton explicou que a temperatura de Caxias do Sul favorece o Ju, ressaltou que a equipe já virou a chave depois da eliminação para o Vila Nova, e que o foco é total no Brasileirão.

- A temperatura favorece muito a nós, principalmente quando jogamos contra equipes do Nordeste, que não estão acostumadas com o clima da serra. Aqui em Caxias faz muito frio e é bem diferente de um calor. Além disso, estamos acostumados a jogar aqui no estádio, mas esse fator é secundário, porque todos os clubes também tem essa vantagem quando jogam como mandante em seus estádios. O frio é algo que pode pesar em nosso favor de verdade. A sensação de jogar sem torcida é horrível, parece treino, mas já estamos assim algum tempo, então já acostumamos. Seria injusto se falasse que isso esteja pesando algo contra.

- No lado financeiro realmente pesou (eliminação para o Vila Nova na Copa do Brasil), até porque não estava em nossos planos sair da Copa do Brasil de uma forma tão rápida, mas no lado esportivo, já superamos. O grupo virou a chave estamos totalmente focados no Brasileiro. Enquanto alguns terão jogos durante o meio de semana, nós vamos descansar e treinar para as partidas dos finais de semana.

Por fim, o experiente atleta, de 31 anos, apontou os cuidados que o Juventude tem tido para combater a Covid-19, proteger atletas e comissão técnica, e deixar o esporte mais seguro. Porém, ele disse que os médicos e outros profissionais de saúde são as pessoas mais adequadas para comentar sobre a segurança da modalidade no Brasil.

- Fazemos teste com enorme frequência, no inicio incomodava um pouco, mas depois acostumamos e hoje já é algo que faz parte da nossa rotina. Os cuidados em sido extremo. Muito álcool em gel, máscara, mãos lavadas, enfim. O clube nos orienta muito também. Claro que não estamos imunes, mas na medida do possível, estamos fazendo o que dá para nos proteger. Quanto achar se o futebol é seguro ou não, acredito que tenham terceiros mais adequados do que eu para opinar sobre o assunto. Seria uma "invasão" da minha parte achar ou não algo sobre isso. Tem médicos e outros profissionais da área da saúde que sabem de fato o que é ou não sobre isso. Então fica complicado eu falar sobre isso. Única coisa que dá para afirmar é que existe um enorme cuidado entre todos nós aqui do Juventude - salientou.

Lance!
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