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Trump diz que está sendo responsabilizado por desemprego de jogador da NFL

21 mar 2017 - 09h10
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está sendo considerado responsável por o quarterback Colin Kaepernick, que não consegue equipe para atuar na próxima temporada da liga de futebol americano do país (NFL) após ter deixado o San Francisco 49ers.

Ainda candidato, Trump criticou o jogador pelas manifestações realizadas em campo, durante as execuções do hino nacional americano, quando não ficava de pé, em protesto contra a perseguição sofrida pelos compatriotas negros, especialmente, pela polícia.

"Estava em um artigo, que os donos de equipes da NFL não o contratam, porque não gostariam de receber um tweet rude de Donald Trump. Podem acreditar?", indagou o presidente, em comício realizdado na cidade de Louisville, no estado do Kentucky.

Kaepernick decidiu há três semanas que não seguiria atuando nos 49ers, se tornando, dessa forma, agente livre, podendo negociar com qualquer outra equipe da liga americana.

No ano passado, o jogador chegou a chamar Trump de "racista", acusando o então candidato de apoiar ações violentas da polícia e a discriminação de minorias. O agora presidente respondeu dizendo que o quarterback deveria procurar outro país para viver.

No domingo passado, o cineasta americano Spike Lee escreveu, em post no Instagram, que suspeitava sobre os motivos das equipes para não contratar Kaepernick, questionando, por exemplo, a desistência do New York Jets, que estaria interessado na contratação.

"Isso cheira mal. Fede até o ponto mais alto do céu", afirmou.

Os Jets acabaram contratando outro quarterback que era agente livre, Josh McCown.

Apesar de toda a polêmica, Kaepernick já adiantou que não seguirá protestando durante a execução do hino dos Estados Unidos, permanecendo de pé. Fontes ligadas ao jogador garantem que ele não quer que o modo de se manifestar afete a mudança positiva que considera ter criado.

Estrelas da NBA, como Carmelo Anthony e LeBron James, apoiaram o ex-49ers, mas nenhum deles repetiu a atitude.

EFE   
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