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Torcida lota Maracanã, Fluminense tem volume, mas pontaria quase quebra clima na Copa do Brasil

Tricolor faz bom primeiro tempo, tem gol anulado de forma polêmica, mas não consegue fazer as 31 finalizações se converterem em vantagem

24 jun 2022 - 06h13
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O Fluminense teve o melhor público do ano na vitória sobre o Cruzeiro na Copa do Brasil. Mais de 46 mil pessoas foram ao Maracanã ver o primeiro embate do decisivo confronto que teve 31 finalizações do Tricolor, sete delas no alvo e apenas dois gols marcados. Em meio à festa da torcida, mais uma face do "Dinizismo" acabou pesando e deu até um sentimento de frustração. Mesmo assim, importante vantagem nas oitavas de final.

Cano e Arias celebram a vitória do Fluminense na Copa do Brasil (FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC)
Cano e Arias celebram a vitória do Fluminense na Copa do Brasil (FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE FC)
Foto: Lance!

O Cruzeiro tem um time organizado, mas de qualidade técnica limitada. Por isso, o Flu dominou as ações ao longo dos 90 minutos. O goleiro Rafael Cabral salvou diversas boas oportunidades e o volume ofensivo aumentou, algo que não vinha acontecendo. Diferentemente do que houve com o América-MG, o Tricolor soube se aproveitar da vantagem numérica após o intervalo para pressionar, mas faltou pontaria.

No primeiro tempo, a Raposa iniciou com a marcação alta para pressionar a saída do Flu, mas a estratégia não surtiu efeito. O Tricolor não deixou de quebrar as linhas e ocupar a área em diversos momentos, mas também apresentou dificuldade na hora de finalizar. Somente a chegada de Cano levou perigo e teve efeito, mas o gol acabou sendo anulado de maneira polêmica pela arbitragem. Foram 45 minutos animadores, entretanto, mas o gol no fim já quebrou o clima.

A segunda etapa foi ainda mais marcada pelo ataque tricolor. Com um a menos, o Cruzeiro praticamente só se defendeu. O Flu chegou a virar, mas não conseguiu cravar o terceiro, mesmo com a entrada de John Kennedy e Matheus Martins, dois jovens atacantes que renovaram o ânimo do grupo. Faltou, de fato, a qualidade no último chute. Luiz Henrique pareceu ansioso, tentou jogadas parecidas, mas não concluiu nenhuma.

Foram sete chutes no gol no total, 16 para fora e oito finalizações bloqueadas. O Fluminense criou quatro grandes chances contra nenhuma do Cruzeiro, que teve apenas uma chance no alvo, justamente no gol sofrido. O time mineiro ameaçou pouco o goleiro Fábio, que foi mal na origem do lance do empate mineiro. Mesmo assim, Rafael Cabral fez cinco defesas, enquanto o camisa 12 mal trabalhou. O time de Fernando Diniz trocou 591 passes contra 268 do adversário.

- Mas, diferentemente do que aconteceu contra o América-MG, o time já tinha treinado um pouco mais, tido a experiência lá em Belo Horizonte, então teve repertório para poder fazer o gol da vitória e poderíamos ter feito mais. O que ficou de ruim foi que o placar teria que ter sido mais elástico para traduzir melhor a história do jogo - analisou o treinador após o confronto.

A melhora nas finalizações indica um caminho, mas liga o mesmo sinal de alerta da última passagem de Fernando Diniz em 2019, quando o Flu tinha grande volume ofensivo e poucos gols marcados. Apesar de levar uma vantagem mínima, o Tricolor não deve ter facilidade no Mineirão no próximo dia 12 de julho, às 21h, pelo duelo de volta das oitavas de final.

Antes disso, ainda há jogos pelo Campeonato Brasileiro. No domingo, o Flu encara o Botafogo na despedida de Luiz Henrique no Nilton Santos, às 16h. No dia 2, pega o Corinthians e dia 9 tem o Ceará no adeus de Fred no Maracanã.

*Estagiária sob supervisão de Luiza Sá

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