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Superbet e Fluminense: o que está em jogo no contrato

Patrocínio máster pode render até R$ 86 milhões por ano ao clube, mas MP das Bets ameaça uma das principais receitas do uniforme

2 out 2026 - 16h28
(atualizado às 16h28)
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Resumo
O contrato de patrocínio máster do Fluminense com a Superbet, renovado até 2029 e avaliado em até R$ 344 milhões (R$ 86 milhões anuais entre fixos e bônus), foi ameaçado pela MP nº 1.394. A medida proíbe a exploração e a publicidade de apostas esportivas no Brasil, exigindo a remoção das marcas dos uniformes. Diante desse veto que desidrata as receitas dos clubes, o Tricolor precisará buscar novos parceiros comerciais para manter a valorização financeira alcançada em sua camisa.

O Fluminense viu uma das principais receitas do uniforme entrar no centro da discussão provocada pela Medida Provisória das Bets. A Superbet renovou o patrocínio máster até 2029, em acordo que pode chegar a R$ 86 milhões por temporada.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Site Fluminense
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Site Fluminense
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Site Fluminense / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que R$ 53 milhões fixos e outros R$ 33 milhões condicionados ao cumprimento de metas. Se todos os bônus forem atingidos ao longo dos quatro anos, o vínculo poderá representar aproximadamente R$ 344 milhões aos cofres tricolores.

O contrato ganhou ainda mais peso porque a Superbet não ocupa apenas a parte frontal da camisa. A empresa também passou a estampar a região superior das costas, ampliando a exposição da marca e o valor comercial da parceria.

O acordo anterior previa R$ 40 milhões fixos por temporada, mais R$ 10 milhões em incentivos. A renovação, portanto, elevou consideravelmente o potencial financeiro da relação entre clube e patrocinadora.

O que é a MP das Bets?

A Medida Provisória nº 1.394, assinada em 25 de setembro de 2026, mudou o cenário das apostas de quota fixa no Brasil. A norma proíbe a exploração e oferta desse tipo de aposta e também publicidade, marketing e patrocínio de empresas do setor.

É justamente essa última parte que atinge diretamente o futebol. A MP determina que as empresas de apostas não podem mais utilizar clubes, competições, uniformes ou outros espaços para ações de comunicação e patrocínio direcionadas ao público brasileiro.

As marcas têm prazo até 5 de outubro, às 23h59 (de Brasília), para retirar materiais publicitários e de patrocínio. A partir de 6 de outubro, por exemplo, sites e aplicativos de apostas também devem deixar de funcionar.

Na prática, o Fluminense precisa avaliar um contrato com mais de três anos pela frente. O acordo prevê R$ 53 milhões fixos por temporada, além de até R$ 33 milhões em variáveis, tornando o impacto financeiro maior que a simples retirada da marca da camisa.

O tamanho da receita em jogo

Os R$ 53 milhões fixos representam aproximadamente R$ 4,4 milhões por mês em receita contratada. Já os R$ 33 milhões em bônus dependem das condições estabelecidas no acordo e, portanto, não podem ser tratados como dinheiro garantido.

A diferença ajuda a dimensionar o risco: R$ 86 milhões são o teto anual, enquanto R$ 53 milhões correspondem à parcela fixa. Em quatro anos, o contrato pode chegar a R$ 344 milhões se todas as metas forem cumpridas.

O problema é que a Superbet ocupa um dos espaços mais valorizados do uniforme. Uma eventual saída obrigaria o Fluminense a buscar nova receita para a frente da camisa e, conforme a negociação, também para a parte superior das costas.

Fluminense precisa preservar o valor da camisa

A MP não estabelece simplesmente uma troca de patrocinador. Ela muda o mercado disponível para os clubes, porque as casas de apostas estavam entre os principais compradores de propriedades comerciais no futebol brasileiro.

A partir da nova regra, empresas do setor deixam de poder financiar publicidade e patrocínios destinados ao público brasileiro. Para o Fluminense, isso significa encontrar uma alternativa para uma receita que pode chegar a R$ 86 milhões por temporada.

O novo parceiro pode não pagar o mesmo valor, e o espaço pode ser dividido entre diferentes marcas. O impacto é maior porque a Superbet renovou o contrato até 2029, ampliando a parceria para duas áreas importantes do uniforme.

O cenário, portanto, vai além da exposição da marca. A Superbet representa até R$ 344 milhões em potencial financeiro ao longo do contrato, mas a MP das Bets mudou as regras e colocou em discussão a continuidade desse modelo de patrocínio no futebol.

Para o Fluminense, o desafio agora é transformar uma eventual perda de receita em uma nova oportunidade comercial sem comprometer o valor alcançado pela camisa. O tamanho do próximo acordo dirá quanto do dinheiro ainda associado à Superbet poderá ser preservado.

RTI Esporte
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