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Ganso é sinônimo de frustração no Fluminense

19 fev 2020
12h59
atualizado às 13h01
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A eliminação precoce do Fluminense na Copa Sul-Americana, consumada nessa terça (18), no empate por 0 a 0 com o Unión La Calera, no Chile, pode ser atribuída a vários desacertos do time carioca, a começar pelo empate no Maracanã por 1 a 1 no primeiro jogo de ambos na competição. Mas, além disso e de outros fatores, há uma parcela de responsabilidade que recai sobre Paulo Henrique Ganso.

Ganso durante Fluminense x Flamengo, partida pela semifinal da Taça Guanabara
Ganso durante Fluminense x Flamengo, partida pela semifinal da Taça Guanabara
Foto: NAYRA HALM/FOTOARENA / Estadão

Teve atuação muito ruim na partida decisiva, em que pese ter entrado apenas no segundo tempo, e aumentou o desconforto crescente no Fluminense pela aposta que foi feita no clube com a sua contratação, em 2019. Veio como grande reforço, com muita festa da torcida, chegou com a expectativa de tomar conta do meio campo da equipe e conduzi-la à conquista de títulos. No caso, nem cabe aquela expressão popular – “uma andorinha só não faz verão”.

Aos poucos, ficou claro que o jogador nem de longe lembra o jovem talentoso que despontou em 2009 no Santos e levou a imprensa a criticar o técnico Dunga por não tê-lo convocado para a Seleção que disputou a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Não era por acaso que ele andava meio encostado pelo Sevilha e depois pelo Amiens, da França, para o qual foi emprestado, antes de rescindir contrato com o clube espanhol e vir para o Fluminense em janeiro de 2019.

Ganso deixou de ser referência no Fluminense em razão de suas atuações irregulares no ano passado. Perdeu o posto para Nenê, notadamente nesse início de 2020. Já há um consenso entre os dirigentes tricolores que dificilmente o ex-parceiro de Neymar no Santos vai dar a volta por cima. O cenário nas Laranjeiras, nesse caso, é sombrio. Ganso assinou em 2019 por cinco anos e seu salário é de cerca de R$ 300 mil, equivalente ao de Nenê – os que mais recebem no Fluminense. A questão é que sua produção até o momento é inexpressiva e não justifica o investimento.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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